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A alergia ao frio existe (e pode ser fatal)

mcgraths / Flickr

Sair diretamente de um banho quente para uma casa de banho fria quase matou um norte-americano, residente no Colorado, que desenvolveu uma séria reação alérgica a baixas temperaturas.

O norte-americano, de 34 anos, desmaiou assim que saiu do chuveiro, depois de tomar banho. Segundo o relatório do caso, publicado no The Journal of Emergency Medicine, a família encontrou-o desmaiado no chão, com dificuldades respiratórias e a pele coberta de urticária: o homem estava a ter uma reação alérgica conhecida como anafilaxia.

A família avisou os paramédicos de que o norte-americano já havia tido uma reação alérgica ao frio. Na altura, teve urticária, mas não anafilaxia.

Segundo o Science Alert, estes episódios de “alergia ao frio” começaram depois de se ter mudado da Micronésia, que tem um clima tropical, para o Colorado, que tem temperaturas mais frias.

No hospital, os médicos diagnosticaram urticária fria, uma reação alérgica da pele após a exposição a temperaturas frias, incluindo ar frio ou água fria.

O sintoma mais comum é uma erupção na pele com comichão e vermelhidão após a exposição ao frio; mas em casos mais graves, as pessoas podem desenvolver anafilaxia, que pode fazer com que a pressão arterial caia e as vias aéreas se estreitem, dificultando a respiração.

As reações mais graves ocorrem com a exposição da pele de todo o corpo ao frio, como quando as pessoas nadam em água fria. No caso do norte-americano, o corpo inteiro foi exposto ao ar frio depois de sair do chuveiro.

O médico confirmou o diagnóstico através do “teste do cubo de gelo“, segundo o qual é colocado um cubo de gelo na pele durante cerca de cinco minutos. Se o paciente desenvolver uma protuberância vermelha e saliente na pele, será diagnosticado com urticária ao frio.

Na maioria dos casos, a causa da doença não é conhecida. A condição pode ser herdada, o que significa que as pessoas têm uma predisposição genética. Noutros casos, a urticária ao frio é desencadeada por algo que afeta o sistema imunológico, como uma infeção viral ou certos tipos de cancro.

O norte-americano foi tratado com anti-histamínicos e esteróides. Também lhe foi prescrita epinefrina, que pode tratar a anafilaxia em situações de emergência.