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A nossa civilização só tem três destinos possíveis (e nenhum é consolador)

Um grupo de astrofísicos criou um modelo de desenvolvimento da civilização humana para determinar as possíveis vias do futuro da humanidade.

O astrofísico americano Adam Frank e a sua equipa de investigadores da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, calcularam, através de modelos matemáticos, o que aconteceria ao nosso planeta à medida que a população aumentasse e os efeitos das mudanças climáticas se tornassem mais agudos.

Entre os possíveis três cenários previstos pelos cientistas, a civilização humana poderia adaptar-se sem mudanças drásticas, desaparecer parcialmente ou experimentar um colapso total. A hipótese considerada mais provável é a do desaparecimento parcial, que supõe que 70% da vida terrestre se extinga antes de voltar à normalidade.

Nesta hipótese, a civilização desenvolve-se muito depressa até atingir o máximo populacional para o planeta, usando demasiados recursos do que aqueles que o planeta consegue proporcionar. A população começa, então, a reduzir, até ao ponto em que atinge o equilíbrio.

Nesse equilíbrio, o planeta consegue garantir recursos para todos os habitantes que ainda restam, mas 70% das pessoa não conseguirão resistir.

Mas o cenário de adaptação sem grandes mudanças é a opção mais positiva. A civilização, explicam os cientistas, segue o primeiro cenário, mas, antes de atingir o ponto crítico, começa a transição para o segundo tipo de recursos, salvando a maior parte da população e preservando o meio ambiente.

Já a terceira opção – a do colapso total – significa que a Terra seria incapaz de se recuperar dos danos causados pela pegada humana e, nesse caso, toda a vida inteligente que existe no nosso planeta morreria rapidamente, mesmo que a humanidade usasse apenas energias renováveis.

O estudo, publicado recentemente na revista The Atlantic, avalia também o destino das civilizações alienígenas hipotéticas em planetas distantes, ao que os cientistas dão o nome de exocivilizações.

Dado o número extraordinário de planetas no cosmos, “a menos que a natureza seja perversamente enviesada contra civilizações como a nossa, não somos os primeiros a aparecer” ou, pelo contrário, a desaparecer. “Isto significa que cada exocivilização teve uma história de evolução, de capacidades crescentes e, talvez, um desvanecimento lento ou um colapso rápido”, explica Frank.

Os cientistas acreditam que aprender com os erros destas comunidades extraterrestres poderia ser um sucesso na preparação para o efeito das mudanças climáticas na Terra.

Aliás, é por esse motivo que Frank e a sua equipa estão a “explorar o que poderia ter acontecido com os outros”, não apenas para nos servir de alerta, mas também para descobrir como seria o nosso fim enquanto espécie.