“Andamos meio ano a produzir para perdermos dinheiro”. É com este desabafo que os produtores de batata nacionais já falam em estado de “calamidade”, lamentando que, apesar da queda abrupta dos preços, não conseguem escoar as colheitas.

Os produtores de batata nacionais também estão a ser fortemente prejudicados pela pandemia de covid-19. Tudo porque os constrangimentos relacionados com a infeção levaram a uma diminuição do consumo e a um travão nas exportações.

“A pandemia afectou muito a restauração e a hotelaria e também desorganizou a exportação para a Europa, que está parada”, lamenta ao Correio da Manhã (CM) o técnico da organização de produtores Hortapronta, Humberto Bizarro.

Os produtores estão, assim, a ter dificuldades no escoamento de batata. Além disso, os preços estão muito baixos.

“É uma calamidade, andamos meio ano a produzir para perdermos dinheiro“, queixa-se ao CM o produtor Joaquim Maria, frisando que o preço por quilo “não vai além de dez a doze cêntimos” quando devia estar “acima de vinte cêntimos, para deixar alguma margem” para os “pequenos agricultores”. “Também precisamos de comer e não só”, refere o produtor.

O presidente da Porbatata – Associação da Batata de Portugal, Sérgio Ferreira, constata no mesmo jornal que a batata nacional “é muita e de qualidade”.

Sérgio Ferreira apela ao consumo, frisando que a batata “é uma excelente fonte de nutrientes” e “muito saudável”, além de oferecer muita versatilidade na hora de ser “cozinhada”.

Espera-se que Portugal produza 450 mil toneladas de batata neste ano.

Fonte: ZAP

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