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Alunos do secundário vão ter descontos em certificados de línguas

Os alunos do ensino secundário, que no 11.º ano fizerem exame de línguas, vão ter desconto na realização de provas de certificação por parte dos institutos estrangeiros.

Os alunos do ensino secundário que façam a partir deste ano o exame nacional às línguas estrangeiras, no 11.º ano, vão ter desconto na realização de provas com vista à obtenção de um certificado de proficiência por parte dos institutos estrangeiros responsáveis por esta certificação.

A notícia foi confirmada ao Público esta terça-feira pelo Ministério da Educação. No final do mês de março, João Costa, secretário de Estado da Educação, já tinha informado os deputados que o ministério estava “a trabalhar para que os alunos possam ter acesso a certificados internacionais”.

Embora não tenha adiantado muitos pormenores, João Costa esclareceu que esta medida se destina a alunos do 11.º ano que realizem os exames nacionais de Inglês, Francês, Alemão e Espanhol.

O Ministério da Educação garantiu que os protocolos estão a ser celebrados entre o Instituto de Avaliação Educativa (Iave) e vários institutos de línguas “não têm as características” daquele que foi assinado no mandato de Nuno Crato com a Universidade de Cambridge,que foi suspenso em 2016.

Trata-se de um processo voluntário e não de uma certificação imposta. “Não integra o sistema de avaliação das aprendizagens e os professores das escolas não estão obrigatoriamente envolvidos no processo de certificação”, especifica o Ministério.

Em comunicado, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) manifestou-se surpresa pelo facto do Iave estar a celebrar protocolos não só com Cambridge, mas também com o Goethe Institut, o Instituto Cervantes e o Instituto Francês de Portugal.

“É completamente estranho e contraditório que os responsáveis do Ministério da Educação tenham suspendido e bem, o exame de Inglês e não se demarquem agora dos referidos protocolos assinados pelo Iave”, afirma a Fenprof.

Além disso, considera que estes acarretam “o desprestígio da qualidade da certificação das competências linguísticas adquiridas nas escolas públicas”.

Por outro lado, o Ministério da Educação defende que estes protocolos vêm “garantir o reconhecimento da qualidade da formação linguística conferida pelo sistema educativo português e não submeter essa qualidade a uma avaliação por uma entidade externa”.

Segundo o Jornal de Notícias, o objetivo “é que os alunos possam assim enriquecer o seu currículo”. Os descontos podem ser superiores a “50%”, avança o jornal.

Fonte: ZAP