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Armazém flutuante. A China está a guardar petróleo no mar (e já se sabe porquê)

A China está a guardar uma quantidade épica de petróleo no mar. De acordo com a CNN, o país comprou tanto petróleo estrangeiro a preços baratos que formou um congestionamento maciço de navios-tanque no mar, que esperam para descarregar o petróleo.

A CNN relata que, em 29 de junho, a China – o segundo maior consumidor mundial de petróleo depois dos Estados Unidos – acumulou 73 milhões de barris de petróleo em 59 navios diferentes que flutuam no mar ao largo da costa norte do país, de acordo com o ClipperData, que rastreia os fluxos de água de petróleo em tempo real.

Este valor representa três quartos da procura em todo o planeta.

Os barris que chegam hoje à China terão sido comprados em março e abril, altura em que os preços do petróleo caíram por causa da pandemia. O petróleo dos Estados Unidos caiu abaixo de zero em 20 de abril pela primeira vez.

O “armazém flutuante” da China – definido como barris de petróleo em navios que esperam sete dias ou mais – quase quadruplicou desde o final de maio. É maior número registado desde o início de 2015 e sete vezes superior à média mensal durante o primeiro trimestre de 2020.

A acumulação de petróleo no mar é um reflexo da “caça à pechincha” da China durante um período de extremo stresse no mercado da energia. “A China entrou numa farra de compra global”, disse Matt Smith, diretor de estratégia de commodities da ClipperData.

Smith observou que os tanques de armazenamento em terra da China nem estão perto de estar cheios. “Isso está simplesmente relacionado como congestionamento terminal. Têm tantas coisas que não conseguem trazê-las para terra suficientemente rápido“, disse.

Outros países também aproveitaram a queda do petróleo para reforçar os seus stocks de emergência. Como os preços do petróleo estavam em queda livre em março, o governo Trump prometeu apoiar os produtores de petróleo dos Estados Unidos que enfrentam “perdas potencialmente catastróficas”, comprando 30 milhões de barris para reforçar a Reserva Estratégica de Petróleo.

Fonte: ZAP