Logo paivense
Logo paivense

Asteróide que poderia destruir a Humanidade é oito vezes maior que Lisboa

(dr) ESO / M. Kornmesser

O asteróide Palma, com uma largura de 192 km, tem mais de metade do tamanho do 2004 EW95 (na figura)

Enquanto explorava uma galáxia distante, a NASA conseguiu medir o tamanho de um asteróide. É oito vezes maior do que a cidade de Lisboa e poderia causar uma destruição em massa – ou até extinguir a humanidade, em caso de impacto com o planeta Terra.

Conhecido como Palma, o asteróide foi descoberto em 1893 pelo astrónomo francês Auguste Charlois, na cintura principal de asteróides entre Marte e Júpiter. Este corpo celeste orbita em torno do sol por uma trajetória constante e não aparenta ser uma ameaça para o nosso planeta.

Para medir o asteróide, os astrónomos aguardaram pela passagem do asteróide em frente ao raio da galáxia, num fenómeno chamado “ocultação” que afeta as características dos sinais recebidos pelas antenas terrestres e através das antenas VLBA em Washington, Califórnia, Texas, Arizona e Novo México, conseguiram medir o asteróide.

A análise levou os astrónomos a concluír que o corpo celestial difere significativamente de um círculo perfeito e tem 192 quilómetros de largura – quase oito vezes maior do que a cidade de Lisboa, que tem cerca de 25 km de  largura.

O próximo passo para os astrónomos será determinar melhor a verdadeira forma deste asteróide, através da combinação de dados de rádio com observações óticas. “Usar a técnica de observar a ocultação por asteróides com o VLBA revelou-se um método extremamente poderoso para calcular a dimensão do Palma”, disse Kimmo Lehtinen, do Instituto de Investigação Geoespacial da Finlândia.

“Além disso, a técnica permite também identificar imediatamente formas invulgares ou a existência de asteróides binários – o que significa que, sem qualquer dúvida, será usada para estudos futuros de asteróides”, acrescentou Lehtinen.

Em maio de 2015, o Palma bloqueou as ondas de rádio da galáxia 0141+268 ao criar uma sombra enquanto passava em frente do planeta, o que ajudou os astrónomos a avaliarem o seu tamanho, fazendo uma estimativa daquilo que poderia ser a sua forma.