António Cotrim / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno

Portugal está com a economia praticamente parada. As famílias já começaram a sentir estes efeitos na carteira, por isso a banca foi chamada a ajudar. Porém, ainda falta a publicação da lei para enquadrar este apoio.

A maior parte dos negócios estão fechados, aumentando o número de trabalhadores em situação de “lay-off” e até desempregados. As famílias estão a arriscar-se a não conseguirem cumprir com as suas obrigações, nomeadamente o crédito da casa. Por causa disto, a banca foi chamada a ajudar e mostrou-se disponível para aliviar as famílias no que toca aos empréstimos.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a primeira. “Os clientes que pretenderem podem, desde já, solicitar à CGD esta carência intercalar de capital”, explicou fonte oficial, em declarações ao Jornal de Negócios.

A medida aplica-se aos “clientes que sejam mutuários de operações de crédito à habitação ou crédito pessoal, desde que manifestem interesse e declarem como motivo a perda temporária de rendimento decorrente da atual situação gerada pela Covid-19”. O prazo de carência será de seis meses no crédito da casa e três meses no crédito pessoal, mas só para clientes em situação regular.

O banco garante ainda que vai “respeitar integralmente as condições de taxa de juro especificadas nos contratos”.

Além da CGD, também o Santander quer ajudar as famílias, mas aguarda a publicação da legislação que vai enquadrar esta medida para disponibilizar a solução.

As famílias com crédito da casa poderão pedir “a renegociação do seu crédito com a carência imediata de amortização de capital durante seis meses para as operações de crédito que se encontrem em situação regular”, notou. A carência será aplicada também no consumo, com as renegociações isentas de comissões.

O BPI “está igualmente disponível para conceder uma moratória de crédito para os particulares condicionada às orientações das autoridades de supervisão e em articulação com as medidas que possam vir a ser estabelecidas pela União Europeia e pelo Estado português”.

A moratória inclui os créditos à habitação e pessoal, vai estar disponível a pedido dos clientes e vai consistir na “concessão de uma carência de capital, acompanhada de prorrogação do prazo da operação, até seis meses, para operações de crédito regulares que se encontrem em período de reembolso, ou iniciem esse período em 2020”. A medida será isenta de taxas e para clientes afetados pela pandemia.

Na segunda-feira, Mário Centeno, ministro das Finanças, disse que os detalhes sobre estas medidas serão conhecidos ao longo da semana.

Fonte: ZAP

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