Para além da moratória no crédito à habitação decretada pelo Governo, alguns bancos estão a alargar a moratória ao crédito de consumo, como por exemplo, à prestação do carro.

Face à pandemia de covid-19, o Governo aprovou, na semana passada, a moratória de seis meses de créditos à habitação. Caixa, Santander, BPI e Crédito Agrícola são alguns dos bancos que também estão a conceder moratórias de crédito ao consumo, como por exemplo a prestação do carro.

Alguns bancos estão ainda a conceder um ano de moratória, em vez dos seis meses decretados pelo Executivo, avança esta segunda-feira o Jornal de Notícias.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi a primeira a avançar com a disponibilização da moratória no crédito à habitação. Além disso, anunciou a extensão aos contratos de crédito ao consumo. Entre as medidas tomadas pela CGD está a “avaliação de potencial carência de capital até seis meses para crédito à habitação e crédito pessoal, mediante pedido do cliente e em condições de simplicidade de acesso”.

Também o BPI anunciou um “novo pacote de medidas”, disponibilizando às famílias e empresas “moratórias no crédito à habitação, pessoal e automóvel” por seis meses.

Por sua vez, o Santander garante a “suspensão do processamento das prestações e adesão à moratória do banco que permite a carência de capital de seis meses” aos seus clientes que têm crédito à habitação e viram os seus rendimentos reduzidos.

O Crédito Agrícola vai mais longe e concede moratórias de um ano tanto para o crédito à habitação como para o crédito ao consumo.

A moratória aprovada pelo Governo tem uma duração de seis meses, até 30 de setembro, e “prevê a proibição da revogação das linhas de crédito contratadas, a prorrogação ou suspensão dos créditos até fim deste período, de forma a garantir a continuidade do financiamento às famílias e empresas e a prevenir eventuais incumprimentos”.

Com isto, o Governo pretende reforçar o “apoio e proteção de famílias, empresas e demais entidades da economia social, para assegurar o reforço da sua tesouraria e liquidez, atenuando os efeitos da redução da atividade económica”. A moratória deverá representar um valor a rondar os 20 mil milhões de euros.

Fonte: ZAP

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