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Bloco de Esquerda reclama despoluição dos rios Antuã, Ul e Caima

O Bloco de Esquerda anunciou ter apresentado um projeto de resolução no Parlamento para recomendar ao Governo a despoluição dos rios Antuã, Ul e Caima, todos no distrito de Aveiro, e a identificação dos focos poluidores.

A “má qualidade” da água, segundo o BE, é atestada pela estação de monitorização da qualidade da água da Ponte da Minhoteira que está em funcionamento desde 1995 e é fruto da elevada densidade populacional e industrial.

Aquele partido pretende que “sejam verificadas as licenças e condições de laboração de todas as entidades emissoras de efluentes” e que o Governo promova uma maior vigilância, “de forma a impedir descargas ilegais ou atividades não licenciadas”.

Por outro lado, sugere que, em conjunto com os municípios abrangidos, se verifique se os sistemas de tratamentos de águas existentes nas bacias hidrográficas desses rios são suficientes.

Os rios Antuã e Ul percorrem inúmeros concelhos do distrito de Aveiro, como é o caso de Santa Maria da Feira, São João da Madeira, Oliveira de Azeméis e Estarreja, onde o rio Antuã desagua no braço norte da ria de Aveiro.

De acordo com o Bloco de Esquerda, “as situações de poluição, desrespeito pelo ambiente e degradação do património natural” verificam-se também no rio Caima, que corre ali perto.

O rio Caima nasce na serra da Freita, junto a Albergaria da Serra, passando pelos concelhos de Arouca, Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha, e desagua no rio Vouga, na zona de Sernada do Vouga.