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Câmara Municipal de Castelo de Paiva deu a conhecer recentemente um relatório técnico apresentado por especialistas da UTAD – Universidade de Trás dos Montes e Alto Douro. O “ estudo fitossanitário “ deu-se sobre um conjunto de 28 árvores localizadas no Largo Conde, na zona urbana da vila, e aconselhou o abate imediato de alguns exemplares da espécie de tílias, tendo em conta que estava a ser posta em causa a segurança de pessoas e bens.

O diagnóstico foi realizado a 11 de Janeiro deste ano, tendo sido observadas 26 árvores da espécie Tílias-argênteas, e duas árvores da espécie (Ligustro-do-Japão), pretendendo-se com este estudo, conhecer com maior profundidade, a condição fitossanitária individual de cada exemplar arbóreo.

Além disso, o estudo visa perceber a viabilidade e segurança da permanência das árvores, tendo sido constatada nesta avaliação, a degradação, o declínio e fragilidade de algumas árvores, considerando-se o risco de fractura e perigosidade para o utente, sendo por isso, recomendado o seu abate e a sua substituição.

Nas conclusões do relatório técnico são resumidos os aspectos considerados como mais relevantes nesta abordagem, destacando-se as razões que mais contribuíram para a grande fragilidade de várias árvores, estando na origem dos 6 abates e substituição recomendados, sendo que, estes casos representam 20% das árvores avaliadas no Largo do Conde, o que é altamente significativo e, concretizando-se, trará impactes relevantes neste local, considerado como a “ sala de visitas “ do município.

Para o Executivo Municipal, liderado por Gonçalo Rocha, tendo em conta o valor histórico, paisagístico e simbólico que fixa o enquadramento das tílias no Largo do Conde, foi uma decisão difícil de tomar, mas não havia alternativa, justificava-se a intervenção, os riscos de queda eram evidentes, a segurança das pessoas estava em primeiro lugar e, neste caso, a segurança de pessoas e bens deve sobrepor-se à componente estética deste emblemático espaço da vila de Castelo de Paiva.

Recorde-se que as tílias centenárias do Largo do Conde foram mandadas plantar pelo primeiro presidente da Câmara de Castelo de Paiva de Paiva,Alfredo Ribeiro, entre 1910 e 1914 e durante várias décadas “emprestaram” a sua beleza, a sua sombra e o seu perfume a este espaço central da urbe paivense.

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