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“É preciso dar mais valor aos talentos das escolas”, afirma filósofo paivense à imprensa internacional

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Filósofo paivense fala sobre educação e testes vocacionais à imprensa internacional

Considerado um dos maiores QI já registados, com percentil 99% segundo os testes da Mensa e também pelo WAISS III aplicado por neuropsicólogos, o filósofo e jornalista Fabiano de Abreu defende que crianças e adolescentes sejam submetidas a testes de inteligência nas escolas para que os pais, assim como os próprios alunos, tenham ciência das aptidões que possuem e em quais profissões poderiam ter maiores chances de sucesso.

As declarações de Fabiano vêm ao encontro dos anseios destes novos tempos em que vivemos, onde cada vez mais empresas e instituições em diversos países europeus recorrem aos testes de aptidão e inteligência como auxiliares dos processos de recrutamento, seleção e avaliação de novos colaboradores, torna-se imperioso conhecermos os nossos pontos fortes e as nossas limitações para que possamos responder de forma mais concreta às expectativas e exigências do mercado de trabalho actual.

Testes podem apontar direcionamento profissional e pessoal – Foto: Pixabay

A psicóloga Roselene Espírito Santo Wagner concorda com a utilidade dos testes e defende também uma sondagem ampla para direcionamento dos alunos a um melhor aproveitamento: “Quando testamos crianças, precisamos escolher testes que nos informem algo mais que meramente a capacidade intelectual. Medir a idade mental e a cronológica é importante para criarmos um plano de estimulação cognitiva se for necessário. Para tanto é importante analisar outros domínios como Compreensão Verbal (CV), Organização Perceptual (OP), Velocidade de Processamento (VP) e Memória Operacional (OP), além de um índice de inteligência geral, para aí sim, termos de facto um Programa que realize a comparação entre as discrepâncias, para assim desenvolver as habilidades que estiverem em defasagem. Nesse sentido os Testes Neuropsicológicos são altamente recomendados para crianças”.

Roselene Espirito Santo Wagner – Foto: Reprodução

Fabiano explica o seu posicionamento: “os testes de inteligência avaliam aptidões e podem apontar em que áreas aquele indivíduo pode ter mais habilidades, capacidade e pré-disposição ao sucesso. Não estou a dizer que aquele aluno tem que fazer somente o que o teste revela, o caminho apontado pelos testes, mas pelo menos vejo como útil ter ciência de onde ele pode se encaixar melhor, como é feito em países desenvolvidos. Na Alemanha, EUA e Suíça por exemplo, a maioria dos profissionais fizeram teste para saber onde se enquadra melhor e muitos são os melhores profissionais do planeta em suas respectivas áreas de atuação. O governo precisa estimular os testes de inteligência para que o aluno perceba suas aptidões e seja um bom profissional”.

Fabiano de Abreu – Foto: Contam Estórias

Em entrevista para o Jornal brasileiro ‘A Tribuna’, Fabiano de Abreu ressaltou a importância não somente dos testes de inteligência, mas o quanto isto pode ser benéfico para todos: “ao ignorar a oportunidade de estimular a inteligência em jovens aptos, no caso dos superdotados, o País desperdiça o potencial deles e os mantém em uma situação de invisibilidade social. É preciso dar mais valor aos talentos das escolas”, referiu.

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