A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou a fiscalização do estacionamento no centro da vila, com especial incidência no Largo do Conde. A autoridade tem avançado com a passagem de contraordenações a veículos estacionados em locais indevidos, numa zona onde a confusão parece reinar entre os condutores.
Atualmente, muitos automobilistas optam por estacionar na praça, perante a ausência de sinalização clara que proíba explicitamente a prática. Esta lacuna tem gerado uma “zona cinzenta” de interpretação: se não há placa, será permitido?
Numa sociedade que se pretende inclusiva, importa recordar que a literalidade é uma característica central no processamento de informação de muitos cidadãos. Para estas pessoas, a interpretação do espaço baseia-se estritamente no que é visível e não em normas subjetivas ou pressupostos implícitos.
Desta forma, torna-se imperativo o respeito mútuo: se, por um lado, a lei deve ser cumprida, por outro, as entidades competentes devem garantir que as regras são compreensíveis para todos. A falta de avisos claros prejudica diretamente quem tem dificuldade em interpretar normas não escritas, tornando a sinalização adequada não apenas uma questão de trânsito, mas de justiça e acessibilidade.


