Uma noite marcada pela memória, pela solidariedade e pela homenagem deu início às comemorações dos 25 anos da Tragédia da Ponte Hintze Ribeiro, com a realização de uma Gala Solidária de Fado, protagonizada pelo fadista António Laranjeira, no passado sábado, dia 24 de janeiro.
A iniciativa reuniu familiares das vítimas, membros da comunidade, autoridades locais, representantes de diversas entidades e personalidades, num momento de evocação coletiva e de união em torno de uma causa comum: preservar a memória das vítimas e reforçar os valores da solidariedade.

Ao longo da noite, foram prestadas várias homenagens às vítimas da tragédia que abalou o país há um quarto de século, num programa que incluiu intervenções institucionais a sublinhar a importância da memória coletiva e da responsabilidade social.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo de Paiva, Ricardo Cardoso, destacou que a gala representa “uma oportunidade para a comunidade se reunir, honrar aqueles que perderam a vida e reafirmar o compromisso de nunca esquecer esta tragédia, ao mesmo tempo que se apoia a construção de um futuro mais solidário”.

Também o presidente da AFVTER – Associação das Famílias e Vítimas da Tragédia da Ponte Hintze Ribeiro, Augusto Moreira, reforçou o empenho da associação em manter viva a memória das vítimas, sublinhando que “tudo será feito para que a lembrança desta tragédia nunca se apague”. Na ocasião, agradeceu ainda o apoio do Município de Castelo de Paiva, bem como a colaboração do Dr. Paulo Teixeira, sócio honorário da associação e presidente da autarquia à data do trágico acidente.
As comemorações dos 25 anos da queda da Ponte Hintze Ribeiro vão prolongar-se ao longo dos meses de fevereiro e março, com a realização de várias iniciativas, incluindo momentos de reflexão pública, cerimónias religiosas e atividades de carácter cultural, promovendo a consciencialização para a segurança e a responsabilidade civil.

A organização agradeceu a todos os participantes, artistas e parceiros que contribuíram para o sucesso da gala, reforçando que a memória se constrói através da união da comunidade e de gestos concretos de solidariedade.


