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Chama-se Elios, é um drone e vai explorar as profundezas das cavernas de gelo da Gronelândia

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Elios é o drone que está a ajudar os investigadores a descobrirem mais sobre os mistérios da Gronelândia. Inserido numa estrutura própria, tem explorado as cavernas de gelo, facilitando assim o acesso a locais mais difíceis e perigosos.

O drone Elios da Flyability foi usado para explorar cavernas de gelo profundas na Gronelândia, e fica dentro de uma estrutura protetora própria. À medida que voa, essa estrutura de fibra de carbono sofre o impacto das colisões com objetos como paredes ou árvores, poupando o próprio drone de possíveis danos,  revela o New Atlas.

Anteriormente, o drone foi usado para explorar fendas glaciares nos Alpes suíços e nas cavernas da Sicília. Mais recentemente foi utilizado para alcançar o fundo de algumas das cavernas de gelo mais profundas da Gronelândia.

Embora anunciada este mês, a expedição aconteceu durante duas semanas em 2018. Liderada por Francesco Sauro, professor da Universidade de Bolonha, em Itália, uma equipa internacional de geólogos, glaciologistas, espeleólogos, geógrafos e biólogos viajou para uma área a aproximadamente 80 quilómetros da cidade de Kangerlussuaq.

Numa expedição anterior na mesma região, os cientistas estudaram os rios que ficam debaixo do gelo. Esses rios eram acessíveis através de poços de gelo verticais conhecidos como moulins. No entanto, os investigadores só foram capazes de descer a uma profundidade de 130 metros, mas os moulins podem atingir 300 metros de profundidade. A estrutura de gelo é muito perigosa nestes locais.

Na expedição de 2018, Sauro e sua equipa viveram um verdadeiro momento de aventura, fazendo rapel nas cavernas de gelo. Através da câmara HD e dos focos de LED, o drone transmitiu um vídeo do lago anteriormente desconhecido, em tempo real.

Adrien Briod, CTO da Flyability, explicou que a utilização deste drone tem como objetivo “criar soluções de inspeção interna para substituir a necessidade de as pessoas entrarem em espaços confinados e perigosos”, acrescentando que também “querem ajudar a expandir os limites do conhecimento humano, através do acesso a locais que não poderiam ser alcançados de outra forma”.