Uma equipa de arqueólogos descobriu um antigo prédio de dimensões “massivas” na cidade de Mit Rahina, a 20 quilómetros a sul do Cairo, no Egito. 

De acordo com o Ministério das Antiguidades do Egito, que anunciou a descoberta nesta terça-feira, os cientistas descobriram ainda um outro prédio anexo que inclui um grande banho romano e uma câmara destinada a rituais religiosos.

Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, disse, citado pela ABC, que o prédio provavelmente faz parte do bloco residencial da área, onde estava localizada a antiga capital egípcia de Memphis.

A cidade de Memphis foi fundada em meados de 2925 a.C. por Menes, o rei que uniu os reinos pré-históricos do Alto e do Baixo Egito. Inicialmente, a cidade foi originalmente chamada de White Walls, um termo que pode ter surgido inspirado no palácio do rei que era caiado com tijolos brancos.

Memphis e a sua necrópole tornaram-se um Património Mundial da UNESCO em 1979. Os terrenos contêm os remanescentes de templos, palácios, pirâmides, bairros residenciais e milhares de túmulos escavados em rocha.

O Egito tem apostado nas descobertas arqueológicas com o objetivo de estimular o turismo no país, que foi fortemente afetado pela turbulência política após a revolta de 2011.

No início, de setembro, os investigadores encontraram uma esfinge que, provavelmente, data da época da dinastia ptolemaica, que governou o Egito entre 305 a.C e 30 a.C.

No verão deste ano, os arqueólogos encontraram ainda um misterioso sarcófago negro no Egito. Alguns especialistas acreditavam que pudesse conter os restos mortais de Alexandre, o Grande – mas, na verdade, as suspeitas não se confirmaram. O túmulo guardava os esqueletos de três pessoas que viveram também durante a época ptolomaica.

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