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Astrónomos descobriram “Vulcano”, o planeta de Spock

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Leonard Nimoy como Spock, na saga Star Trek

Astrónomos norte-americanos descobriram um exoplaneta com características muito semelhantes às de “Vulcano”, o planeta de origem de Spock, o inesquecível personagem da mítica série “Star Trek”.

Localizado a 16 anos-luz da Terra, o novo planeta orbita a estrela HD 26965 e “é a super-Terra mais próxima que orbita outra estrela similar ao Sol”, explica o astrónomo Jian Ge, da Universidade da Flórida e que trabalha no Dharma Planet Survey.

“O planeta tem aproximadamente o dobro do tamanho da Terra e orbita a sua estrela com um período de 42 dias”, explica o cientista, citado pela agência Europapress.

“A estrela alaranjada HD 26965 é só ligeiramente mais fria e menos massiva do que o nosso Sol, tem aproximadamente a mesma idade e tem um ciclo magnético de 10,1 anos, quase idêntico ao ciclo de 11,6 anos do Sol”, explica num comunicado o co-autor do estudo, Matthew Muterspaugh, da Universidade de Tennessee State. “Por isso, HD 26965 pode ser uma estrela anfitriã ideal para uma civilização avançada”, acrescenta.

“Os fãs do Star Trek conhecem esta estrela pelo seu apelido alternativo, 40 Eridani A“, explica Gregory Henry, co-autor do estudo e da mesma universidade norte-americana. “O ‘Vulcano’ estava ligado à 40 Eridani A nas publicações ‘Star Trek 2’ (1968) e ‘Star Trek Maps’ (1980)”.

Aliás, em 1991, numa carta publicada no Sky and Telescope, Gene Roddenberry, criador da série, juntamente com três astrónomos da Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics, confirmou a 40 Eridani A como a estrela anfitriã de “Vulcano”.

O sistema de estrelas 40 Eridani é composto por três estrelas. Supostamente, o planeta do Spock orbita a estrela principal e as duas outras estrelas “brilham intensamente no céu de Vulcano”, pode ler-se na mesma carta.

“Esta estrela pode ser vista a olho nu, ao contrário da maioria das estrelas anfitriãs dos planetas conhecidos até agora. Agora, qualquer pessoa pode ver a 40 Eridani numa noite de céu limpo e apontar orgulhosamente para a ‘casa do Spock’”, afirma Bo Ma, da Universidade da Flórida e autor principal do artigo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

(dr)

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