Início Ciência A “Arca Perdida” com os Dez Mandamentos pode estar escondida na Etiópia

A “Arca Perdida” com os Dez Mandamentos pode estar escondida na Etiópia

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Art Gallery of New South Wales / Wikimedia

Josué atravessa o Rio Jordão com a Arca da Aliança, óleo de Benjamin West (1800)

Novas evidências apontam que a Arca da Aliança, o cofre coberto de ouro que se acredita que preserva Os Dez Mandamentos da Lei de Deus, estará escondida na Etiópia, “vigiada em permanência por um guardião”.

As novas provas foram anunciadas pelo BASE, Instituto de Pesquisa e Exploração em Arqueologia Bíblica , uma entidade privada fundada por um antigo polícia de investigação norte-americano, que se dedica à procura de vestígios arqueológicos que sustentem os relatos bíblicos.

A Bíblia refere que a Arca da Aliança, um cofre de madeira coberto de ouro, contém duas tábuas de pedra com os Dez Mandamentos que Deus entregou a Moisés no Monte Sinai, em Israel. E há muito que se especula onde é que estarão os vestígios deste objecto sagrado.

A Etiópia é um dos possíveis destinos apontados, tal como o Monte Nebo em Israel, o Egipto ou diferentes locais na Europa.

Mas agora “a equipa do BASE descobriu evidências convincentes de que a Arca pode muito bem ter sido levada até ao rio Nilo para um eventual local de descanso nas terras altas remotas da antiga Kush – a Etiópia dos dias modernos”, aponta a entidade numa nota no seu site.

Esta teoria aponta que a Arca terá sido levada do Templo do Monte em Jerusalém, durante o reinado de Manassés I, para uma colónia judaica na Ilha Elefantina no Egipto. Daí terá sido levada para o Lago Tana na Etiópia, na ilha de Tana Kirkos que é considerada sagrada e que só é habitada por monges cristãos.

A Arca terá depois sido transferida da ilha para Aksum, cidade no norte da Etiópia que é considerada Património Mundial pela UNESCO desde 1980, onde se encontrará guardada na Igreja de Nossa Senhora de Sião.

O BASE assegura que falou com “o Guardião da Arca” na Igreja de Aksum, salientando que este homem vive numa zona cercada, protegendo-a em permanência. Será o único que pode olhar para a Arca por se tratar de um objecto sagrado, e só abandonará o local quando morrer e for substituído por um novo guardião.

Apesar das alegações dos especialistas do BASE, não há imagens que o comprovem, nem sequer do “guardião da Arca”.

Mas o Instituto assegura que elementos da sua equipa falaram com “um padre de 105 anos” que esteve colocado na Igreja de Nossa Senhora de Sião e que afirma ter visto a Arca durante um período de transição, depois da morte do anterior “guardião”, descrevendo-a como “uma caixa dourada com dois anjos alados no topo”.

Apesar de destacar estas evidências, o BASE trata de notar que “não alega que encontrou a Arca da Aliança”, mas uma possível “candidata”.

“Concluímos que a Igreja de Nossa Senhora de Sião em Aksum, é o local de descanso de uma incrível réplica da Arca da Aliança bíblica, ou da verdadeira Arca da Aliança“, aponta o instituto.

SV, ZAP //

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