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Os humanos chegaram ao “teto do mundo” mais cedo do que se pensava

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Phillips / Flickr

Planalto do Tibete

Uma equipa de cientistas descobriu evidências de que os humanos chegaram ao Planalto do Tibete, também conhecido como o “teto do mundo”, por ser o maior e mais alto planalto do planeta, muito mais cedo do que se acreditava até então.

De acordo com um novo estudo, recentemente publicado na revista científica Science, a equipa descobriu milhares de ferramentas de pedra – incluindo facas – no local conhecido como Nwya Devu, o mais antigo e alto sítio arqueológico da Idade da Pedra (Paleolítico) já encontrado em todo o mundo. 

Tal como nota a Phys.org, estas ferramentas apontam para a presença de humanos no planato entre 30.000 e 40.000 anos atrás, em altitudes que chegam a atingir os 5.000 metros acima do nível do mar. Dados anteriores davam conta que os humanos não tinham colonizado a área antes do início do Holoceno, ou seja, há 11.650 anos.

Antes do achado arqueológico agora noticiado, os vestígios mais antigos já encontrados de atividades humana em grandes altitudes tinha sido registado no Planalto dos Andes, onde os nosso ancestrais viveram a uma altitude de 4.480 metros acima do nível do mar, há cerca de 12.000 anos.

Institute of Vertebrate Paleontology and Paleoanthropology

Artefactos encontrados no planalto do Tibete

Segundo os cientistas, liderados por Zhang Xiaoling e Gao Xing, esta descoberta fornece importantes evidências arqueológicas das estratégias de sobrevivência utilizadas pelos primeiros humanos que habitaram os ambientes mais secos da Terra.

O planalto do Tibete é amplamente conhecido pela sua forte hipóxia atmosférica – fenómeno de baixa concertação de oxigénio -, temperaturas baixas durante todo o ano e ainda pelo baixo volume de chuvas. Atualmente, é um dos lugares menos povoados de todo o planeta.

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