Início Ciência Super-Terra gelada vizinha do nosso planeta pode abrigar vida primitiva

Super-Terra gelada vizinha do nosso planeta pode abrigar vida primitiva

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ESO / M. Kornmesser

Ilustração artística da superfície do Barnard b

Edward Guinan e Scott Engle, investigadores da Universidade de Villanova, no estado norte-americano da Pensilvânia, anunciaram que pode existir vida primitiva em GJ 699b, a super-Terra gelada que orbita a estrela de Barnard, localizada a apenas seis anos-luz do Sol.

Em comunicado recentemente divulgado, os astrofísicos afirmam que este mundo, também conhecido como a estrela de Barnard b, apesar de ser extremamente frio – pode atingir temperaturas até -170 graus Celsius – tem o potencial de abrigar vida primitiva.

Por ser gelado e sombrio, este exoplaneta seria, à partida, hostil para a vida tal como a conhecemos. Contudo, e de acordo com os cientistas, o exoplaneta pode abrigar vida caso se reúnam duas condições: ter um grande núcleo de ferro quente ou níquel e atividade geotérmica.

“O aquecimento geotérmico poderia abrigar ‘zonas de vida’ abaixo da sua superfície, semelhante aos lagos subterrâneos encontrados na Antártida”, disse o coautor do estudo, Edward Guinan. “Percebemos que a temperatura da superfície na lua gelada de Júpiter, a Europa, é semelhante à do Barnard b, mas devido ao aquecimento da maré é provável que a Europa tenha oceanos líquidos sob sua superfície gelada”, acrescentou.

O exoplaneta Barnard b, cuja descoberta foi anunciada em novembro passado, é 3,2 vezes maior do que a Terra – o que lhe vale a classificação de super-Terra. O mundo orbita em 233 dias terrestres a sua estrela, que é considerada a nossa vizinha mais próxima depois do sistema de três estrelas Alpha Centauri, localizado a 4,3 anos-luz de distância.

Tal como observou Scott Engle, “a estrela de Barnard é quase duas vezes mais velha do que o Sol: tem 9 mil milhões de anos, em comparação com 4,6 mil milhões de anos solares”. “O Universo tem estado a produzir planetas do tamanho da Terra muito antes da nossa existência, ou até mesmo antes da existência do próprio Sol”, rematou o cientista.

A descoberta foi anunciada na passada semana no 233.º encontro anual da American Astronomy Society, que decorreu na cidade de Seatle.

SA, ZAP //

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