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Já sabemos como era o rosto de Hilda, uma das druidas mais antigas da Escócia

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(dr) University of Dundee

Karen Fleming recriou o rosto de Hilda, um dos druidas mais antigos da Escócia

Uma estudante da Universidade de Dundee, na Escócia, revelou o rosto de um dos druidas mais antigos do país através de uma reconstrução 3D super detalhada.

Hilda foi uma mulher druida que viveu durante a Idade do Ferro na Escócia e que conseguiu o feito impressionante de chegar aos 60 anos, quando a maioria das mulheres daquela época viviam apenas metade.

Tudo o que os investigadores tinham desta mulher era o seu crânio sem dentes mas agora, segundo o Live Science, têm algo mais: uma recriação de cera do seu rosto tão detalhado que tem até as suas rugas.

“Hilda era uma personagem fascinante para recriar. A expectativa de vida de uma mulher nessa época era de aproximadamente 31 anos, viver mais do que isso durante a Idade do Ferro é um indicador de um passado privilegiado”, explica Karen Fleming, estudante de mestrado em identificação forense e arte forense da Universidade de Dundee, na Escócia.

Além da recriação de cera, Fleming também criou uma imagem digital detalhada desta mulher a usar um xaile à volta da cabeça, lê-se no comunicado da Universidade escocesa.

Os investigadores não sabem muito sobre esta mulher. Acredita-se que os seus restos mortais foram encontrados em Stornoway, na ilha de Lewis, na costa norte da Escócia. O seu crânio foi um dos seis “Druidas das Hébridas” apresentados à Sociedade Frenológica de Edimburgo, no ano de 1833. Desde então, o crânio permaneceu no Museu Anatómico da Universidade de Edimburgo.

“É impossível saber ao certo quando Hilda morreu, uma vez que não conseguimos fazer datação por radiocarbono do crânio. Mas, supondo que as informações de 1833 estão corretas, faleceu entre 55 A.C. e 400 D.C. e era de origem celta“, acrescenta Fleming.

Os druidas viviam naquilo que hoje é o território entre Reino Unido e França e serviram como “grandes pensadores”, principalmente filósofos, professores, juízes e até mediadores entre humanos e deuses. A menção mais antiga sobre este grupo remonta há 2.400 anos, que depois começou a desaparecer lentamente há cerca de 1.200 anos, quando o Cristianismo se espalhou.

Criar um rosto 3D desta druida teve desafios, sobretudo por causa da onda de calor que se abateu sobre a Europa nos últimos meses, que quase a fez derreter antes de estar pronta. Felizmente, a ideia de a colocar dentro de um frigorífico salvou o trabalho de Fleming que agora pode ser visto até 25 de agosto, juntamente com outras obras de arte de estudantes, no Masters Show da Universidade de Dundee.

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