Um novo estudo torna mais real a probabilidade de vir a existir uma internet quântica. Para além de resolver vários problemas de segurança dos dias de hoje, também seria capaz de resolver problemas que os atuais computadores são incapazes de o fazer.

Graças à sua natureza dupla, que permite conter dois estados de informação ao mesmo tempo, os computadores teriam mais poder e maior velocidade. Trazer estas características às massas é um objetivo em comum para vários investigadores, já que os seus benefícios seriam notáveis para a sociedade e para a ciência.

O novo estudo foi publicado, na semana passada, na revista científica Physical Review X. Nesta investigação são comparadas duas abordagens diferentes (clássica e quântica) para resolver um problema computacional conhecido como “clustering” — que consiste em agrupar bocados de informação com base nas suas semelhanças.

Segundo a Inverse, os investigadores dificultaram a tarefa ao algoritmo quântico, de forma a testar o seu verdadeiro potencial. Em vez de lhe fornecerem informação pré-catalogada, como na abordagem clássica, obrigaram o algoritmo a ter de fazê-lo por si próprio. Este processo seria fundamental na existência de uma internet quântica, pelo que esta experiência aproxima mais esta realidade.

O objetivo do algoritmo quântico é encontrar um equilíbrio entre observar informação suficiente para categorizá-la corretamente e não observar demasiado ao ponto de degradá-la.

Tendo isto em conta, a equipa de investigadores notou que o seu algoritmo alcançou esta premissa, mantendo a informação ao máximo no seu estado original, enquanto a organizava de forma correta.

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