Início Ambiente O glaciar Denman recuou quase cinco quilómetros nos últimos 22 anos

O glaciar Denman recuou quase cinco quilómetros nos últimos 22 anos

John Sonntag / NASA

O glaciar Denman, na Antártica Oriental, recuou cerca de cinco quilómetros nos últimos 22 anos. Investigadores da Universidade da Califórnia, Irvine e do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA estão preocupados coma topografia exclusiva abaixo do glaciar, que pode tornar-se mais suscetível ao colapso.

O glaciar Denman recuou cinco quilómetros nos últimos 22 anos. Se descongelasse totalmente, o nível da água do mar subiria cerca de 1,5 metros. Este número preocupa os cientistas, que descobriram pistas alarmantes sobre a condição do glaciar e da área circundante em caso de aquecimento global adicional. O artigo foi publicado na Geophysical Research Letters da American Geophysical Union.

“Agora começamos a ver evidências de uma potencial instabilidade do manto de gelo marinho nesta região”, explicou Eric Rignot, autor do estudo. “O gelo na Antártica Ocidental derreteu mais rapidamente nos últimos anos, mas o tamanho do glaciar Denman significa que o seu impacto potencial na elevação do nível da água do mar a longo prazo é igualmente significativo“, acrescentou, citado pelo Scientific American.

O glaciar Denman sofreu uma perda de massa acumulada de 268 mil milhões de toneladas de gelo entre 1979 e 2017. Usando dados de interferómetro de radar do sistema de satélite COSMO-SkyMed, os investigadores determinaram com mais precisão o ponto em que o gelo sai da terra e começa a flutuar no oceano, no caso particular deste glaciar.

O flanco oriental de Denman é protegido do recuo por uma cordilheira subglacial, mas os cientistas explicaram que o flanco ocidental, que se estende por cerca de quatro quilómetros, é caracterizado por uma calha profunda e íngreme, com uma inclinação propícia ao recuo acelerado.

“Devido à forma do terreno sob o lado oeste de Denman, há potencial para um recuo rápido e irreversível, ou, por outras palavras, para aumentos substanciais no nível global da água do mar. no futuro”, rematou Virginia Brancato, principal autora do estudo.

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