Início Ciência Covid-19. Estudo desenvolvido em Wuhan destaca potencialidades da hidroxicloroquina

Covid-19. Estudo desenvolvido em Wuhan destaca potencialidades da hidroxicloroquina

Massimo Percossi / EPA

Um novo estudo chinês, desenvolvido num hospital de Wuhan, origem da declarada pandemia de covid-19, destacou o potencial da hidroxicloroquina como tratamento contra o novo coronavírus.

Colocado online para pré-publicação, ou seja, não revisto por um comité de leitura especializado de uma revista científica, este estudo elaborado por médicos do hospital público de Wuhan abrange 62 pacientes infetados, um grupo de 31 que recebeu hidroxicloroquina (400 miligramas por dia) e um grupo de controlo de 31 doentes, que não recebeu esse tratamento. Os dois grupos foram constituídos de forma aleatória, por computador, e os pacientes tinham uma idade média de 44,7 anos.

Apresentando sintomas de pneumonia que não haviam degenerado, todos receberam um tratamento standard: oxigénio, antivirais e antibióticos. Foram realizados exames aos pulmões no início do estudo e após cinco dias completos de tratamento.

Após cinco dias de tratamento, os pacientes do grupo que recebeu hidroxicloroquina apresentavam um resultado bastante melhor relativamente à pneumonia, com melhorias em cerca de 80,6% (dos quais 61,3% apresentavam “uma melhoria notável”).

Os sintomas de febre e de tosse foram igualmente atenuados mais rapidamente no grupo tratado com hidroxicloroquina do que no outro grupo, segundo os investigadores.

Os autores continuam prudentes, considerando que o potencial da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19 foi “parcialmente confirmado”. “Considerando que não há outra opção atualmente, parece promissor o uso da hidroxicloroquina sob vigilância”, defendem, acrescentando que falta “um estudo clínico mais alargado e pesquisas (…) para esclarecer o mecanismo específico e a otimização do tratamento”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 38.000 morreram. Dos casos de infeção, pelo menos 163.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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