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O tigre-malaio é uma espécies perto da extinção.

Uma sexta extinção em massa está cada vez mais perto, alertam os cientistas. Mais de 500 espécies de vertebrados estão sob ameaça de extinção devido aos seres humanos.

Em 2015, o biólogo da Universidade de Stanford Paul Ehrlich foi um dos coautores de um estudo que previa uma sexta extinção em massa a caminho. Agora, cinco anos depois, Ehrlich e os seus colegas fizeram um ponto de situação e concluíram que, afinal, o ritmo da extinção é provavelmente muito maior do que se pensava anteriormente.

Num novo artigo publicado esta segunda-feira na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, os investigadores revelam que o comércio de animais selvagens e outros impactos humanos extinguiram centenas de espécies e levaram muitas outras para o precipício da extinção a um ritmo sem precedentes.

A atividade humana, o exponencial aumento populacional, a invasão e a destruição de ecossistemas estão a ameaçar a sobrevivências de mais de 500 vertebrados, concluem os cientistas.

“Quando a humanidade extermina populações e espécies de outras criaturas, está a cortar o membro em que está sentada, destruindo partes do nosso próprio sistema de apoio à vida”, disse Ehrlich. “A conservação de espécies ameaçadas deve ser elevada a uma emergência nacional e global para Governos e instituições”.

“A sexta extinção em massa que está a decorrer pode ser a ameaça ambiental mais séria à persistência da civilização, porque é irreversível”, lê-se no novo estudo.

Com esta perda de robustez, os ecossistemas são cada vez menos capazes de preservar um clima estável, fornecer água doce, polinizar as culturas e proteger a humanidade de desastres e doenças naturais.

Os investigadores descobriram que 515 espécies de vertebrados terrestres, cerca de 1,7% de todas as espécies em vias de extinção observadas – estão muitíssimo perto de desaparecem. Isto significa que há menos de 1.000 espécimes vivos, sendo que metade desta espécies têm menos de 250 indivíduos.

“Milhares de populações de espécies de animais vertebrados criticamente ameaçadas desapareceram num século, o que indica que a sexta extinção em massa é causada por humanos e está a acelerar. A aceleração da crise de extinção é clara, e deve-se ao crescimento ainda rápido dos humanos e das taxas de consumo”, lê-se ainda no estudo.

“O que fazemos para lidar com a atual crise de extinção nas próximas duas décadas definirá o destino de milhões de espécies”, disse o autor do estudo, Gerardo Ceballos, citado pelo Phys. “Estamos a enfrentar a nossa oportunidade final de garantir que os muitos serviços que a natureza nos fornece não são sabotados irremediavelmente”.

Para além de sugerirem a proibição global do comércio de espécies selvagens, os autores do estudo destacam as espécies e regiões onde os recursos de conservação podem ser melhor direcionados.

“As relações entre a saúde humana e o bem-estar e a saúde do nosso planeta são bem conhecidas”, disse Rohan Clarke, professor da Escola de Ciências Biológicas da Universidade Monash da Austrália, que não participou do estudo.

“Esta investigação destaca a fragilidade dos sistemas de suporte da Terra e a necessidade urgente de agir. A exigência de que a conservação de espécies ameaçadas seja elevada a uma emergência nacional e global é justificada e urgente”, acrescentou o cientista, citado pelo New Atlas.

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