Jean-Christophe Bott / EPA

Investigadores do Centro Médico Langone de Nova Iorque, nos Estados Unidos, analisaram as autópsias de várias pessoas infetadas com covid-19 que mostram a presença de vários sanguíneos em vários órgãos,

Na nova investigação, cujos resultados foram recentemente publicados na revista científica EClinicalMedicine, do The Lancet, os especialistas avaliaram relatórios de quatro pacientes que morreram na sequência da doença, quatro dos quais eram mulheres.

A faixa etária das vítimas estava entre os 44 e os 65 anos.

Após a análise, os especialistas descobriram que os coágulos afetavam não só os grandes vasos sanguíneos, como tinha já sido demonstrado anteriormente por outras investigações levadas a cabo, como também os pequenos.

De acordo com este estudo, todas as autópsias mostraram trombos ricos em plaquetas na rede microvascular de tecidos nos pulmões, fígado, rins e coração, que permite que o sangue seja distribuído homogeneamente pelo para desempenhar a sua função.

Foram ainda observadas “quantidades acima do normal” de megacariócitos – célula gigante da medula óssea cuja fragmentação fornece plaquetas sanguíneas – nos pulmões e coração, descrevem ainda os autores.

Concluem ainda que a “a trombose desempenha um papel muito importante no processo da doença”, pois trata-se de uma “característica proeminente em vários órgãos”, independentemente do momento em que a patologia se começa a desenvolver.

Uma outra investigação, publicada esta semana na Neurology, concluiu que até 57,4% dos doentes que tiveram covid-19 desenvolveram algum tipo de sintoma neurológico.

Os especialistas estão ainda a tentar perceber quais as sequelas que esta doença, que já matou mais de 500 mil pessoas em todo o mundo, pode deixar a longo prazo.

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