Cientistas alemães vão analisar o concerto de uma estrela pop, agendado para agosto, para tentar perceber melhor como é que a covid-19 se espalha entre grandes ajuntamentos de pessoas.

De acordo com o site IFLScience, cientistas do Hospital Universitário Halle, na Alemanha, esperam obter mais informações sobre como o novo coronavírus se pode espalhar entre grandes ajuntamentos de pessoas. Para isso, vão observar de perto um concerto do cantor Tim Bendzko, que vai acontecer, a 22 de agosto, no Leipzig Arena.

Os voluntários que vão marcar presença no evento – pessoas saudáveis com idades entre os 18 e os 50 anos – serão testados à covid-19, 48 horas antes do concerto, e só poderão entrar se o resultado for negativo.

Os investigadores vão dar a cada um dos espetadores uma máscara de proteção FFP2 e um desinfetante para as mãos fluorescente, o que lhes irá permitir rastrear as superfícies mais frequentemente tocadas pelos membros da plateia.

Mais importante ainda, todos os participantes vão receber uma etiqueta eletrónica que envia regularmente dados sobre a sua distância, duração e frequência de contacto com outros espetadores.

Depois de todos os dados terem sido recolhidos, estes serão analisados através de um modelo computacional que vai analisar como é que o SARS-CoV-2 se pode espalhar de pessoa para pessoa.

O experimento será realizado em três cenários diferentes: um será igual aos tempos pré-covid-19 (embora com as precauções necessárias, como máscaras) e terá quatro mil participantes; outro, também com este número de pessoas, terá as entradas e o movimento da audiência controlados; e, por último, um cenário com apenas dois mil participantes que analisará o distanciamento social de 1,5 metros entre as filas de lugares.

“Se queremos voltar a permitir grandes eventos no futuro, precisamos de ter conhecimento científico sobre como podemos minimizar o risco de infeção e criar mais segurança para todos”, afirmou Petra Köpping, Ministra de Estado dos Assuntos Sociais e Coesão Social da Saxónia, um dos estados federados que vai financiar o estudo.

“Estou muito feliz por podermos apoiar um projeto tão importante além fronteiras e, assim, permitir o regresso de uma maior normalidade. Porque, é claro, os grandes eventos devem voltar a acontecer no futuro mas, como Governo, também temos de assumir a nossa responsabilidade de proteger a população”.

Desde o início da pandemia, a Alemanha detetou mais de 202 mil casos de infeção, dos quais mais de 188 mil são considerados curados. Mais de nove mil pessoas perderam a vida.


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