Uma nova investigação sugere que o conteúdo digital alcançará metade da massa da Terra dentro de 225 anos, em meados de 2245.

De acordo com o estudo, publicado no AIP Advances do Instituto Americano de Física, o número de bits que contêm informações digitais será igual ao número de átomos na Terra dentro de 150 anos. Em 2245, o conteúdo digital alcançará metade da massa da Terra.

A estimativa é de Melvin Vopson, um cientista que chegou a estes números utilizando as densidades de armazenamentos dos dados atuais, o número de bits produzidos por ano e o tamanho de um bit comparativamente com a dimensão de um átomo, a uma taxa de crescimento anual de 50%, detalha a agência Europa Press.

À medida que usamos recursos, como o carvão, o petróleo, o gás natural, o cobre ou o alumínio para alimentar enormes sistemas de computadores e processar informações digitais, o nosso progresso tecnológicos está a redistribuir a matéria da Terra de átomos físicos para informações digitais: o quinto estado da matéria, juntamente com o líquido, o sólido, o gás e o plasma, explica a agência noticiosa espanhola.

De acordo com o novo estudo, com o tempo, chegaremos a um ponto de saturação total, um período na evolução humana em que os bits digitais ultrapassarão o número de átomos na Terra, num mundo “principalmente simulado por computadores e dominados por bits digitais e códigos de computadores”.

“Estados literalmente a mudar o planeta aos poucos e é uma crise invisível”, acredita Melvin Vopson, autor do estudo e professora da Escola de Matemática e Física da Universidade de Portsmouth, em Inglaterra, citado em comunicado.

O especialista acredita que o limite iminente do número de bits, da energia necessária para produzi-los e da distribuição da massa física e digital sobrecarregará o planeta.

“O crescimento da informação digital parece realmente imparável”, disse Vopson.

“De acordo com a IBM e outras fontes de pesquisa de big data, 90% dos dados do mundo atual foram criados apenas nos últimos 10 anos. De certa forma, a atual pandemia de covid-19 acelerou este processo, uma vez que mais conteúdo digital está a ser utilizado e produzido de uma forma sem precedentes”, rematou.


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