Investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram microfibras de roupa de ganga em amostras de água e sedimentos marinhos do Ártico.

De acordo com o site IFLScience, os cientistas descobriram microfibras de roupa de ganga em amostras de água dos Grandes Lagos da América do Norte (23%), dos lagos suburbanos de Ontário (12%) e do Arquipélago Ártico Canadiano (20%).

A equipa também encontrou uma única microfibra deste tipo na barriga de um peixe, da espécie Osmerus mordax, nos Grandes Lagos.

Os investigadores, cujo estudo foi publicado, a 2 de setembro, na revista científica Environmental Science & Technology Letters, descobriram que as estações de tratamento de águas residuais bombeiam cerca de mil milhões destas microfibras por dia.

A equipa também concluiu que colocar um único par de calças de ganga para lavar pode libertar cerca de 50 mil microfibras por ciclo de lavagem.

Embora não seja ainda claro se isto terá algum efeito negativo na vida marinha, é certo que a indústria da ganga tem um grande impacto no ambiente. Segundo o mesmo site, são necessários quase seis mil litros de água para cultivar a quantidade de algodão necessária para fazer um par de calças de ganga.

Além disso, para aumentar a sua durabilidade, os fabricantes destas peças de roupa usam químicos que, mais tarde, podem acabar nos sistemas de água. Um bom exemplo disso, recorda o IFLScience, é a cidade chinesa de Xintang. Conhecida como “capital mundial da ganga”, aqui, por vezes, os rios ficam azuis por causa da produção deste vestuário.

As calças de ganga são uma das peças de roupa mais populares em todo o mundo. Em 2018, foram vendidos mais de 4,5 mil milhões de pares a nível mundial.


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