Uma análise de esculturas que representam rostos semelhantes aos humanos revelou que muitas das nossas expressões faciais parecem ser universais ao longo do tempo e da cultura.

De acordo com o site IFLScience, uma equipa de cientistas pediu a cerca de 300 pessoas para observar os rostos de uma coleção de esculturas mesoamericanas. As imagens foram cortadas para mostrar apenas as caras e, assim, não influenciar os participantes pelo contexto das obras. De seguida, estes tinham de equiparar cada rosto a emoções.

Em sentido inverso, outros 114 voluntários foram convidados a ler a descrição das esculturas e a atribuir emoções com base nas situações representadas pelas obras.

Ao comparar os resultados, os investigadores descobriram que, na maioria dos casos, os participantes que puderam analisar os rostos interpretaram as esculturas da mesma forma que os leitores que só viram as descrições.

As esculturas, feitas há 3500 anos, retratam cenas relacionadas com dor, euforia, tristeza, raiva, tensão e determinação. Segundo os investigadores, o facto de estas emoções ainda serem reconhecidas por pessoas dos dias de hoje demonstra como certas expressões faciais podem ser universais ao longo do tempo e da cultura.

“Estes resultados apoiam a universalidade de, pelo menos, cinco tipos de expressão facial: associadas à dor, raiva, determinação/tensão, euforia e tristeza”, escreveram os autores do estudo publicado, a 19 de agosto, na revista científica Science Advances.

“Estas descobertas apoiam a noção de que estamos biologicamente preparados para expressar certos estados emocionais com comportamentos específicos, clarificando a natureza das nossas respostas às experiências pensadas para trazer significado às nossas vidas”, acrescentaram.

A equipa está curiosa para saber se estas conclusões podem ser aplicadas a outras culturas antigas como, por exemplo, a Egípcia, a Indiana ou a Chinesa, pelo que está a pensar analisar esculturas destas.


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