Um novo estudo descobriu que o asfalto, uma substância quase omnipresente no nosso quotidiano, é uma fonte significativa de poluentes atmosféricos em áreas urbanas – especialmente em dias quentes e ensolarados.

Uma recente investigação, levada a cabo por cientistas da Universidade de Yale, sugere que o asfalto continua a libertar uma grande variedade de produtos químicos no ar muito depois de ter sido depositado – especialmente em dias quentes e ensolarados. O artigo científico foi publicado no dia 2 de setembro na Science Advances.

Os investigadores norte-americanos observaram que os asfaltos comummente usados em estradas e telhados produziram misturas complexas de compostos orgânicos, incluindo poluentes perigosos, numa faixa de temperatura típica e condições solares, escreve o New Atlas.

A indústria do asfalto “afirma que as emissões à temperatura ambiente são insignificantes porque o processo de fabricação remove todas as emissões potenciais”, escreve a equipa de Yale. No entanto, os cientistas descobriram que o que realmente acontece é que esses compostos se difundem lentamente através do asfalto altamente viscoso.

Num dia quente, o amolecimento do asfalto pode acelerar a libertação de emissões em até 300%. O valor foi confirmado por um estudo de laboratório que analisou uma gama de temperaturas e condições diferentes.

O resultado pode ser uma fonte ainda ignorada: o aerossol orgânico secundário (SOA), um poluente PM 2,5 – um importante poluente do ar regulado que compreende partículas menores que 2,5 micrómetros de diâmetro – que tem efeitos significativos na saúde pública.

A poluição por PM 2,5 é reconhecida como um problema significativo de saúde pública. Neste estudo, os cientistas estimam que o SOA libertado do asfalto em Los Angeles é comparável ao emitido por veículos na mesma área.


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