Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Astrónomos detetaram ondas de rádio da nossa galáxia a “saltar” na Lua
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - Astrónomos detetaram ondas de rádio da nossa galáxia a “saltar” na Lua

Ciência

Astrónomos detetaram ondas de rádio da nossa galáxia a “saltar” na Lua

Redação
Last updated: 3 Novembro, 2018 7:00
Redação
Share
SHARE

Ben Mckinley, Curtin University / ICRAR / ASTRO 3D

Durante todo o tempo em que a Lua esteve lá em cima, numa órbita silenciosa em torno da Terra, esteve a fazer algo incrível que nos poderia dar preciosas luzes sobre o início do Universo.

Fora da sua impressionante superfície rochosa, a Lua reflete as ondas de rádio emitidas pela nossa galáxia, a Via Láctea. Agora, astrónomos conseguiram finamente detetar esses sinais.

O sinal foi captado por investigadores do Núcleo da Curtin University do Centro Internacional de Pesquisa em Radioastronomia (ICRAR) e do Centro de Excelência ARC para Toda a Astrofísica do Céu em 3 Dimensões (ASTRO 3D). Ainda assim, apesar de ser um feito incrível, este não é o objetivo final dos cientistas.

O alvo dos astrónomos é muito mais ambicioso: querem detetar o sinal, extremamente fraco, que emana do hidrogénio dos primeiros dias do Universo, no tempo entre o Big Bang e a Época da Reionização (EoR).

“Antes o Universo era, basicamente, apenas hidrogénio a flutuar no espaço”, disse o astrónomo Benjamin McKinley. “Como não há fontes da luz ótica visíveis aos nossos olhos, esse estágio inicial do Universo é conhecido como as ‘eras cósmicas das trevas‘”.

A equipa de cientistas está a usar um radiotelescópio de baixa frequência chamado  Murchison Widefield Array (MWA), no deserto da Austrália Ocidental. Com 2.048 antenas dipolo, este instrumento é uma das melhores ferramentas do mundo para tentar entender o início do Universo.

Os astrónomos esperam que o seu alcance de baixa frequência – de 80-300 MHz – seja capaz de detetar o sinal de rádio que emana dos átomos de hidrogénio anteriores à EoR. “Se conseguirmos detetar esse sinal de rádio, ele dir-nos-á se as nossas teorias sobre a evolução do Universo estão corretas“, observou McKinley.

O problema que se impõe é que esse sinal é extremamente fraco em comparação com todos os outros sinais de rádio que, desde então, preencheram o Universo. Mas há uma solução, que passa por medir o brilho médio do céu. Contudo, isso não pode ser feito usando as técnicas habituais, já que os interferómetros não são suficientemente sensíveis.

É aqui que entra a Lua. As ondas de rádio não conseguem atravessar a Lua. Por esse motivo, os astrónomos consideram que seria uma boa ideia colocar um radiotelescópio “atrás” da Lua, para que, assim, não conseguisse encontrar interferências de emissões de rádio terrestre.

No entanto, há outro entrave: a Lua oculta o céu do rádio por trás dele. Para contornar esta situação, a equipa aproveitou essa propriedade para medir o brilho médio do pedaço de céu que a cercava.

Esta não é uma ideia nova, mas a equipa empregou também um método mais sofisticado de lidar com o “earthshine”, as emissões de rádio da Terra que “saltam” da Lua e interferem no sinal recebido pelo telescópio. Assim, depois de calcular o brilho da Terra, os cientistas precisaram de esclarecer quanta interferência estava a ser causada pela nossa própria galáxia.

Desta forma, para criar a imagem do plano galáctico da Via Láctea refletido na Lua, a equipa de astrónomos reuniu todos os dados e, usando o ray-tracing e a modelagem por computador, mapearam o Modelo do Céu Global na face da Lua para, assim, calcularem o brilho de rádio médio das ondas de rádio refletidas da galáxia.

O resultado final foi a imagem abaixo, na qual a mancha escura no meio é a Lua.

Portanto, os cientistas detetaram a EoR? Ainda não. Esta é parte do processo para estabelecer a eficácia desta técnica que, até agora, está a correr muito bem.

“Os resultados iniciais usando a técnica de ocultação lunar são promissores. Estamos a começar a entender os erros e as características espectrais e continuaremos a refinar as nossas técnicas”, escreveram os investigadores no artigo científico, publicado recentemente na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

TAGGED:AstronomiaCiência & SaúdeDestaqueEspaçoVia Láctea
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Carrinhas furtadas no Norte eram vendidas em África por 3 mil euros
Next Article Os olhos podem revelar alterações cognitivas em doentes de esclerose múltipla
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

two + 4 =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Castelo de Paiva intensifica atuação de proximidade com equipas do programa “Radar Social” no território

A Autarquia de Castelo de Paiva tem a decorrer o “Programa Radar Social”, uma ação que mobiliza diariamente três profissionais…

Castelo de Paiva inicia candidaturas ao Programa de Incentivo ao Movimento Associativo 2026 até meados de fevereiro

O Município de Castelo de Paiva informou a abertura do prazo de…

FUNCIONÁRIA DA AUTARQUIA EM ESTADO CRÍTICO APÓS ATROPELAMENTO POR CAMIÃO DO LIXO EM PENAFIEL

Uma funcionária da Câmara Municipal de Penafiel ficou em estado crítico depois…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Queda da economia “rouba” 5.200 milhões em receita fiscal ao Estado

António Pedro Santos / Lusa O novo ministro das Finanças, João Leão. O Estado vai encaixar menos 5.200 milhões de…

Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa vai estar presente na Feira da Saúde e Bem Estar em Paredes

De 6 a 8 de abril, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) vai estar presente na Feira da…

Patrões recuam: “Não há condições” para ir além dos 600 euros

Pedro Nunes / Lusa António Saraiva, presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal Três meses depois de ter admitido…

Barreiras Duarte “votou” contra o Orçamento mas não estava no Parlamento

PSD / Flickr Feliciano Barreiras Duarte, secretário-geral do PSD O ex-secretário-geral do PSD, Feliciano Barreiras Duarte, votou contra o Orçamento…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

12 − five =

Lost your password?