Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Meteorito antigo conta história da topografia de Marte
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - Meteorito antigo conta história da topografia de Marte

Ciência

Meteorito antigo conta história da topografia de Marte

Last updated: 9 Junho, 2018 10:45
Redação
Share
SHARE

NASA

O meteorito marciano Northwest Africa (NWA) 7034, com a alcunha “Black Beauty”, pesa aproximadamente 320 gramas

Ao examinarem um antigo meteorito marciano que pousou no deserto do Sahara, cientistas e colaboradores do Lawrence Livermore National Laboratory (LLNL) determinaram como e quando a divisão crustal topográfica e geofísica do Planeta Vermelho se formou.

Northwest Africa (NWA) 7034 é o mais antigo meteorito marciano descoberto até à data, com aproximadamente 4,4 mil milhões de anos. O meteorito contém uma variedade de rochas crustais que foram misturadas e depois sintetizadas por aquecimento, e é a única amostra de Marte com uma composição representativa da crosta média marciana.

O meteorito, cuja alcunha é “Black Beauty”, forneceu aos investigadores uma oportunidade única para estudar a antiga crosta de Marte.

A equipa aplicou um número de técnicas de datação radioisotópica para determinar que a divisão (ou dicotomia) entre os planaltos meridionais fortemente craterados do planeta e as planícies mais lisas das terras baixas do norte se formou antes da produção de NWA 7034, há 4,4 mil milhões de anos.

Esta idade antiga é consistente com uma origem de impacto gigante para a dicotomia crustal. O estudo foi publicado recentemente na Science Advances.

“Se a dicotomia crustal marciana se formou como resultado de um impacto gigante, e os dados e modelos disponíveis sugerem que isso é provável, a história de NWA 7034 exige que se tenha formado muito cedo na história do planeta, há mais de 4,4 mil milhões de anos atrás,” afirma o cosmoquímico Bill Cassata, do LLNL e autor principal do artigo.

A dicotomia é um contraste forte entre o hemisfério sul e norte. A geografia dos dois hemisférios difere em elevação entre 1 e 3 km. A espessura média da crosta marciana é de 45 km, com 32 km nas terras baixas a norte e 58 km nas terras altas a sul. As terras baixas a norte compreendem cerca de um terço da superfície e são relativamente planas.

Os outros dois terços da superfície marciana são as terras altas do hemisfério sul. A diferença em elevação entre os hemisférios é dramática – as terras altas são muito montanhosas e vulcânicas.

Três grandes hipóteses foram propostas para a origem da dicotomia crustal: endógena (por processos no manto), impacto único ou múltiplos impactos. A equipa de investigadores teve como objetivo determinar quando e como a dicotomia crustal se formou.

Com base em novas medições radioisotópicas e em conjunto com outros dados publicados, a equipa determinou que todas as rochas que eventualmente foram incorporadas na brecha NWA 7034 foram instaladas há cerca de 4,4 mil milhões de anos no “terreno da fonte” (a região de origem crustal a partir da qual os diferentes componentes rochosos são derivados).

Os resultados mostram que este terreno foi submetido a um metamorfismo prolongado associado a uma grande pluma alimentada por um centro vulcânico entre 1,7 a 1,3 mil milhões de anos atrás. As extensões areais de grandes centros vulcânicos alimentados com plumas em Marte têm milhares de quilómetros quadrados, e o terreno da fonte era provavelmente de tamanho comparável.

Finalmente, a equipa mostrou que a rocha foi aglomerada há cerca de 200 milhões de anos ou mais recentemente. Quando vistos em conjunto, os dados de NWA 7034 demonstraram que grandes terrenos vulcânicos sobreviveram a poucos quilómetros da superfície de Marte há mais de 4400 milhões de anos.

Isto indica que a dicotomia se formou antes destes 4,4 mil milhões de anos, já que rochas próximas da superfície teriam sido enterradas ou destruídas pelo evento de formação da dicotomia.

Caroline Smith, diretora de Coleções de Ciências da Terra, principal curadora de meteoritos do Museu de História Natural e coautora do artigo, disse que “este estudo multidisciplinar, combinando técnicas geoquímicas tradicionais e inovadoras, forneceu-nos algumas novas ideias sobre os principais processos que moldaram o jovem Marte”.

Os resultados desta equipa têm implicações importantes para a compreensão de quando e como uma das características geológicas globais mais antigas e mais distintas de Marte foi formada.

“Este estudo demonstra que os vários sistemas de datação radioisotópica, que são restabelecidos por diferentes processos metamórficos, podem ser usados para desvendar a história térmica de uma amostra ao longo de milhares de milhões de anos,” concluiu Cassata.

TAGGED:ciênciaCiência & SaúdeDestaqueEspaçoMarte
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article As abelhas sabem o que é o zero
Next Article Administração da EDP considera preço da OPA baixo
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Cores Sem Valor: Hospital de Penafiel Ignora Protocolo de Manchester com Esperas de 4 Horas

Relatos diretos confirmam que, mesmo com apenas oito pessoas a aguardar atendimento, a média de espera para chegar ao médico…

Lisboa: Casa do Concelho de Tomar encerrou ciclo de seminários com sessão sobre ensino superior

A sessão marcou o encerramento de um ciclo de três encontros iniciado…

Brasil: Atleta paraolímpico luso-brasileiro acumula conquistas e reconhecimento no Rio de Janeiro

Marcelo Guedes Pereira tem 53 anos, nasceu e vive no Rio de…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

No Zimbabué, a cura para a depressão são os avós

Nathaniel Tetteh / unsplash No Zimbabué, a depressão é chamada “kufungisisa”, que significa “pensar demais”. Na tentativa de combater o…

Governo empurra redução do IVA da luz para “momento oportuno”

Nuno Fox / Lusa O ministro das Finanças, João Leão A descida do imposto da eletricidade por escalões de consumo…

12 mil empregos em risco na indústria automóvel. Setor quer extensão do lay-off

AvigatorPhotographer / Canva A Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA) estimou uma perda de 12 mil postos de…

Um banho quente para combater a depressão? Sim, funciona

(CC0/PD) pxhere Um estudo internacional sugere que tomar longos banhos de imersão, duas vezes por semana, melhora os níveis de…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?