Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Os humanos inventaram a escrita quatro vezes
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - Os humanos inventaram a escrita quatro vezes

Ciência

Os humanos inventaram a escrita quatro vezes

Last updated: 28 Dezembro, 2018 10:00
Redação
Share
SHARE

K. Wagensonner / Museu Peabody de História Natural da Universidade de Yale

A escrita foi inventada independentemente pelo menos quatro vezes na História humana: na antiga Mesopotâmia, no Egito, na China e na Mesoamérica.

Os sistemas dessas civilizações são considerados intocados, ou desenvolvidos a partir do zero por sociedades sem exposição a outras culturas letradas. Todos os outros sistemas de escrita foram modelados a partir destes quatro, ou pelo menos das suas ideias.

Há cerca de cinco mil anos, 30 cabras foram trocadas entre sumérios. Para registar a transação, um recibo foi esculpido num pedaço de argila com o tamanho aproximado de um post-it. Sinais geométricos simples representavam o gado e o fornecedor. Círculos e semicírculos registavam a quantidade trocada.

Hoje, esse recibo está exposto num museu como um dos primeiros textos do mais antigo sistema de escrita conhecido, desenvolvido por volta de 3.200 a.C na área do atual Iraque.

À medida que mais estudos são realizadas neste campo, o número de sistemas de escrita iniciais poderia diminuir ou aumentar, caso os arqueólogos encontrem evidências de que qualquer uma destas culturas copiou a ideia de escrever uma da outra ou de que outros sistemas de símbolos antigos existiam de forma isolada.

O que se sabe é que os quatro sistemas comprovados tiveram origens diferentes. Tais “verdadeiros sistemas de escrita” usavam símbolos gráficos para representar a fala sem ambiguidade, permitindo que pessoas alfabetizadas escrevessem qualquer coisa que pudessem comunicar verbalmente, para depois ler exatamente como pretendido.

Muito antes da escrita, as pessoas já registavam ideias e informações de outras maneiras. Por exemplo, desenhavam figuras para retratar eventos. Ainda hoje, existem sistemas alternativos como a notação musical, símbolos matemáticos e instruções desenhadas para a construção de dispositivos ou móveis para transmitir certos conceitos com mais eficiência do que a escrita poderia.

A ideia revolucionária de ter signos que representam a fala surgiu em culturas distintas e em diferentes momentos: por volta de 3.200 a.C na Mesopotâmia e no Egito, por volta de 1.200 a.C na China e por volta de 400 a.C na Mesoamérica.

História diferente, evolução semelhante

Os textos sobreviventes mais antigos vêm de contextos muito específicos, como transações económicas na Mesopotâmia e rituais divinos na China. De uma forma geral, estes primeiros caracteres eram principalmente sinais pictográficos, descrevendo exatamente o que se referiam.

Por exemplo, na antiga escrita chinesa, “peixe” era representado por uma imagem reconhecível de um peixe. Alguns sinais também foram emprestados de sistemas simbólicos preexistentes, como emblemas, símbolos e motivos de cerâmica, com os quais as pessoas já estavam familiarizadas.

Com o passar do tempo, os ícones tornaram-se mais simplificados, de forma a serem mais fáceis de escrever, mas parecendo menos o objeto ou ação referente.

Noutro passo crucial, alguns caracteres passaram a significar sons, ao invés de palavras distintas e completas, embora essta substituição das palavras inteiras por símbolos fonéticos tenha ocorrido em grau e ritmo diferentes entre os sistemas.

A transição foi auxiliada pelo “princípio do rébus”: trocar uma palavra que é difícil de representar graficamente pelo seu homónimo, como usar a imagem de um “olho” para representar “eu”. Para ajudar a diferenciar caracteres com múltiplos significados, os sistemas também adicionaram marcadores semânticos que denotavam partes da fala e pistas de contexto.

Através de séculos de inovação, os sistemas de escrita eventualmente avançaram ao ponto de transcrever a fala. Isto impulsionou a escrita infinitamente além das suas funções originais, numa ferramenta capaz de gravar história e literatura.

Adotados e modificados por culturas vizinhas, os quatro sistemas persistiram por mais de um milénio. Enquanto os da Mesopotâmia, Egito e Mesoamérica eventualmente morreram, o sistema chinês permaneceu em uso contínuo durante mais de três mil anos.

TAGGED:AntropologiaArqueologiaCiência & SaúdeDestaque
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article Estar de luto pode matar (e cientistas explicam porquê)
Next Article BE quer que a entrega da casa ao banco passe a liquidar o empréstimo
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

20 − 15 =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Castelo de Paiva prolonga prazo para registo gratuito de terrenos no BUPi até final de 2026

A Câmara Municipal de Castelo de Paiva anunciou a prorrogação do prazo para a identificação e registo de propriedades através…

Castelo de Paiva recebeu 27.º Campeonato Distrital de Corta-Mato Jovem com cerca de 200 atletas

O concelho de Castelo de Paiva acolheu, no passado sábado, 7 de…

Grupo Folclórico de Penafiel mobiliza 265 pessoas para peregrinação a pé a Fátima em maio

O Grupo Folclórico de Penafiel, através do seu núcleo de solidariedade “Os…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Medicamentos para a hepatite podem ser eficazes no tratamento da Covid-19

Shahin Merat / WikimediaUma combinação de Sofosbuvir e Daclatasvir foi usada para tratar a Hepatite C De acordo com três…

Ferro e César em guerra pela AR. Uma “batata quente” nas mãos de Costa

José Sena Goulão / Lusa O primeiro-ministro António Costa com Carlos César e Eduardo Ferro Rodrigues. Há uma “guerra” silenciosa…

“Há milhares de operários portugueses explorados no estrangeiro”

astrid westvang / Flickr Há muitos trabalhadores que ainda caem nas malhas das redes de angariadores de mão-de-obra. O Sindicato…

Ministério Público abre inquérito às incongruências no currículo de candidata à JS

Razões de Esquerda / Facebook Maria Begonha, candidata à liderança da JS O Ministério Público de Lisboa abriu um inquérito…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

nineteen − 11 =

Lost your password?