Ao utilizar este site, concorda com a Política de Privacidade e com os Termos de Utilização.
Accept
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
Font ResizerAa
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Reading: Quando os humanos se extinguirem, os ossos de galinha serão o seu legado na Terra
Share
Font ResizerAa
De Castelo de Paiva para todo Portugal!De Castelo de Paiva para todo Portugal!
  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Economia
  • Mundo
  • Política
  • Regional
  • Sociedade
Pesquisar
  • Home
  • Regional
  • Nacional
  • Saúde
  • Outras Notícias
  • Estatuto Editorial
Follow US
© 2025 Paivense - Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076

Home - Ciência - Quando os humanos se extinguirem, os ossos de galinha serão o seu legado na Terra

Ciência

Quando os humanos se extinguirem, os ossos de galinha serão o seu legado na Terra

Redação
Last updated: 17 Dezembro, 2018 10:00
Redação
Share
SHARE

(CC0/PD) Pexels / Pixabay

Quando os seres humanos desaparecerem do planeta, uma das marcas mais duradouras do nosso impacto na Terra será o súbito aparecimento no registo fóssil de ossos de galinha.

A idade dos humanos constitui uma nova época na história da Terra, conhecida como o Antropoceno. A explosão na criação de galinhas e as rápidas mudanças na forma destes animais devido à criação seletiva fazem deles uma espécie de “mascote” ideal do nosso tempo.

“Consideramos que as galinhas são um símbolo realmente importante e um possível fóssil desta era. Um sinal do impacto do Homem no planeta”, afirmou Carys Bennett, da Universidade de Leicester, no Reino Unido. Se dúvidas restarem, eis a resposta: sim, as galinhas podem ser o índice fóssil do Antropoceno.

O século XX foi o palco de uma explosão no número de galinhas domesticadas em todo o mundo. Atualmente, a população atual é de 21,4 mil milhões, ou seja, mais do que qualquer outro vertebrado terrestre e uma ordem de magnitude superior à de qualquer outra ave.

Além disso, segundo o New Scientist, são abatidas mais de 60 mil milhões galinhas por ano, o que corresponde a uma surpreendente taxa de acumulação de ossos sem precedentes no mundo natural.

“A galinha de aviário moderno é irreconhecível comparativamente aos seus ancestrais ou aos seus congéneres selvagens”, explica a coautora da investigação, publicada na The Royal Society. Apesar de serem domesticadas há já oito mil anos, as galinhas sofreram mudanças especialmente marcantes desde que a agricultura intensiva disparou, em meados do século XX.

Atualmente, as galinhas crescem para tornar-se quatro ou cinco vezes mais pesadas do que as aves de 1957. Além disso, o osso da perna tem o triplo da largura e o dobro do comprimento.

Foi a partir dos anos 50, com a procura por ritmos de crescimento mais elevados, que começaram a formar uma nova espécie morfológica. O momento das mudanças nas galinhas coincide com outros sinais próprios do Antropoceno, como os plásticos, os fertilizantes, os combustíveis fósseis e os depósitos radioativos de armas nucleares.

A maioria das carcaças de galinha é lançada em aterros sanitários, onde as condições livres de oxigénio tendem a mumificar a matéria orgânica. Isto significa que os ossos têm a capacidade de permanecer preservados durante milhões de anos, à semelhança das latas de refrigerantes e restos de embalagens plásticas.

Se os geoquímicos do futuro analisarem os isótopos de carbono e nitrogénio nesses fósseis, encontrariam uma diferença peculiar em comparação com as aves selvagens. Porquê? Porque a galinha é um elemento fundamental e bastante presente na dieta dos seres humanos.

Aliás, os cientistas arriscam mesmo dizer que a galinha vai ultrapassar a carne de porco e tornar-se na carne que os humanos mais consomem. A ascensão da galinha espelha o declínio das aves selvagens, o que significa que a população de aves da Terra é dominada por uma só espécie: a galinha.

É sensato pensar que as alterações climáticas podem obrigar-nos a mudar os nossos hábitos alimentares. Mas, ainda assim, o nosso impacto ficará preservado nas rochas e as galinhas eternizadas no nosso registo fóssil.

LM, ZAP //

TAGGED:Ciência & SaúdeDestaqueEvolução
Share This Article
Email Copy Link Print
Previous Article “Zonas mortas” estão a sufocar os oceanos (e cada vez mais perto dos humanos)
Next Article Tancos. Detidos suspeitos do roubo do material de guerra
Sem comentários

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

11 + nineteen =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Outras

Tragédia no NorteShopping: mulher de cerca de 30 anos perde a vida após queda entre pisos

Caso está a ser tratado pelas autoridades como suspeita de suicídio

Cinfães: Intempérie dita encerramento total da C.M. 1008 em Fornelos por período indeterminado

O Município de Cinfães comunicou a interdição total ao trânsito da estrada…

Castelo de Paiva: Derrocada de muro e talude leva ao encerramento de duas vias em Fornos

A Junta de Freguesia de Fornos, no concelho de Castelo de Paiva,…

- Advertisement -
Ad imageAd image

Você também pode gostar

Sistema milenar pode ajudar o Peru a não ficar sem água na época seca

(dr) Sam Grainger / Imperial College London Os canais do antigo sistema de conservação de água usado nos Andes Um…

Encontrado nos EUA um peixe que respira fora de água

Brian Gratwicke / WIkimedia O Departamento de Recursos Naturais do estado da Geórgia dos EUA anunciou que, pela primeira vez,…

Quer ser feliz? Esqueça o calendário

Ed Yourdon / Flickr Habituamos-nos desde cedo a agendar compromissos, sejam eles profissionais, médicos ou de lazer. Mas um novo…

Astrónomos descobrem estrela morta que não deveria existir

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=kMGUxmZJLQw?feature=oembed&w=700&h=394] Na constelação Cassiopeia há uma estrela morta que não deveria existir. A estrela de neutrões, que acumula material…

De Castelo de Paiva para todo Portugal! logo paivense

Regional

  • Castelo de Paiva
  • Cinfães
  • Paredes
  • Penafiel
  • Tamega e Sousa

Cotidiano

  • Desporto
  • Economia
  • Educação
  • Mundo
  • Política

Saúde

  • Ciência
  • Coronavírus
  • Medicina
  • Saúde e Bem Estar
  • Saúde Pública

Cultural

  • Arte
  • Carnaval
  • Cultura
  • Literatura
  • Música

Mais

  • Beleza
  • Curiosidade
  • Internet
  • Opinião
  • Sociedade

Visão: Relevância, verdade, agilidade, credibilidade e eficiência / Contacto: info@paivense.pt / mf@pressmf.global

© 2025 Paivense – Todos os direitos reservados. Registo ERC número 127076
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

sixteen + two =

Lost your password?