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Cientistas descobrem a área mais suja dos aeroportos (e não é a casa de banho)

A área de segurança do aeroporto é extremamente importante e, por isso mesmo, todas as pessoas têm de passar por lá. Por esse mesmo motivo é que as bandejas de plástico – utilizadas por milhares de passageiros – são autênticos viveiros de germes, podendo ser responsáveis por complicações respiratórias. 

Investigadores da Universidade de Nottingham e do Instituto Nacional Finlandês para a Saúde e o Bem Estar descobriram que estas caixas de plástico – geralmente cinzentas e utilizadas para colocar objetos pessoais para serem rastreados antes do voo – abrigam imensos germes e podem representar uma ameaça para a saúde.

Para a investigação, publicada no passado mês de agosto na BMC Infectious Diseases, os cientistas analisaram várias superfícies tocadas com frequência por passageiros do Aeroporto de Helsínquia, na Finlândia, durante o horário de maior afluência no inverno de 2016. Foram detetados vários vírus responsáveis pelas constipações comuns e problemas respiratórios.

Apesar dos vírus estarem identificados um pouco por todas as áreas comuns do aeroporto, as caixas cinzentas foram, de longe, os casos mais graves a serem identificados.

Tendemos sempre a pensar nas casas de banho como os lugares mais sujos de um espaço público, no entanto isso não se verificou nesta pesquisa: limpos com frequência, nenhum dos vírus identificados nas bandejas foi encontrado nas casas de banho.

Por tudo isto, os autores do estudo deixaram recomendações para os passageiros funcionários aeroportuários, apelando a um especial cuidado com a higienizarão das mãos, bem como cuidados para evitar a disseminação de vírus quando se espirra ou se tosse.

De acordo com o estudo, os conselhos são igualmente válidos para quem frequenta locais onde existe um elevado afluxo de pessoas em constante movimento.

“Estes cuidados simples podem ajudar a prevenir pandemias e são ainda mais importantes em áreas populosas, como aeroportos que têm um alto volume de pessoas a viajar para e a partir de muitas partes diferentes do mundo”, disse Jonathan Van-Tam, professor na Universidade de Nottingham e participante do estudo.