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Crónica: Iniciou a época das feiras locais

No passado fim de semana decorreu um certame de promoção e divulgação dos produtos locais da freguesia de Real, que já vai na décima edição. Este é o ponto de partida para um périplo com maior ou menor dimensão que percorre quase todas as freguesias de Castelo de Paiva.

A receita é simples: Feira do Vinho e Mostra dos Produtos Locais, juntando música a preceito e movem-se centenas ou mesmo milhares de pessoas oriundas de variados locais e terras.

É notório o esforço que os executivos das freguesias fazem para promoverem os seus pertences, promoverem os seus produtos, produtores, artesãos, comerciantes. Tudo em nome da terra para promover a terra.

Na minha modesta opinião, há pontos que devem ser equacionados nestes certames, que passo a sintetizar:

  1. Devemos escolher o que pretendemos divulgar da nossa terra: Tudo o que existe para fazer número? Ou fazer uma seleção criteriosa para evidenciar um padrão de qualidade dos produtos? Qual a imagem que pretendemos exportar para fidelizar consumidores dos nossos produtos?
  2. Estaremos à altura das necessidades de quem nos visita? Será que o certame que apresentamos para quem nos visita corresponde às expectativas dos visitantes? Em que aspetos poderemos melhorar?
  3. Após o certame qual o retorno para as nossas gentes? Ficamos satisfeitos com os resultados financeiros do certame ou deveremos focar nos resultados do pós certame? Se aumentaram face ao ano anterior, ou se o certame corresponde ao maior vencimento anual do expositor? Se o certame corresponde ao maior vencimento do expositor em todo o ano, certamente deve-se rever a forma de estar no negócio e equacionar a estratégia de crescimento económico.

Relembro que saúdo, e é de bom grado, o trabalho de todos os que organizam e promovem os produtos locais, sempre com o intuito de expor as potencialidades do território que administram, mas não se deve colocar energias e recursos sem que o retorno seja maior que o investimento.

A época das feiras iniciou-se em Real, seguir-se-á Bairros, Sabariz, Fornos, S. Martinho e eventualmente Santa Maria de Sardoura, sem esquecer o expoente máximo do município que é a Feira do Vinho Verde.

A jornada é longa, o trabalho será ardu-o, as nossas gentes merecem todos os eventos e certames sempre com o intuito da verdadeira promoção do produto e produtor local e não apenas para uma jornada de alguns dias onde comemos e bebemos através do convívio de amigos.

Manuel Mendes


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