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Crónica: Ano Novo, Vida velha.

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Crónicas - Image MFPG

Ano novo devia ser para Castelo de Paiva, apesar da tragédia dos incêndios de outubro, um ano como todos gostamos de desejar aos nossos amigos e familiares: um ano de felicidade e de esperança num futuro melhor, no entanto, e infelizmente parece-me que vai ser mais ano novo com a vida velha e as velhas políticas.

Almiro Moreira – Facebook

Eu sei, que foram os Paivenses que assim o quiseram e foram os Paivenses que deram nova e última maioria a Gonçalo Rocha e talvez por isso, por ser a última, ainda tive uma esperança que pudesse vir algo de novo. Alguma coisa que motivasse, algo que despertasse, qualquer coisa que pudesse acordar o nosso Concelho há tantos anos parado no tempo, que nos pudesse por a par do desenvolvimento de concelhos vizinhos. Enganei-me redondamente, as Grandes Opções do Plano para 2018 são, afinal, mais do mesmo.

Só não são uma completa desilusão porque, na verdade, já não temos ilusões com este executivo do PS. As Grandes Opções do Plano para 2018 são a imagem de marca de um executivo que lidera o nosso concelho para vencer as eleições e não a pensar nas gerações e no Futuro de Castelo de Paiva.

Depois das promessas da última campanha eleitoral e dos incêndios de 15 de Outubro era de esperar que os responsáveis pelos destinos de Castelo de Paiva apresentassem aos Paivenses um plano arrojado que colocasse finalmente Castelo de Paiva no caminho do desenvolvimento. O que se viu foi mais do mesmo, i.e. nada em concreto apenas uma meia dúzia de frases vagas.

A cada dia que passa vemos o nosso concelho mais triste, mais desertificado, mais desleixado, a perder todo o seu encanto. Espaços verdes abandonados ou maltratados, recolha ineficiente do lixo, obras que nunca mais acabam, estradas degradadas, esta é a imagem que temos para oferecer aos poucos que ainda nos visitam.

Assistimos, recentemente, a uma época Natalícia sem vida, em que o tradicional enfeite e encanto de Natal do Largo do Conde deu lugar a um barracão amorfo e sem qualquer tipo de decoração ou espírito de Natal.

Também no que diz respeito à gestão do dinheiro dos Paivenses, das Contas do Município, ficamos a saber que a realidade é bem diferente do que foi anunciado na campanha eleitoral. Afinal a saúde financeira do Município que Gonçalo Rocha fez questão de apregoar na Campanha, não existe e foi preciso pedir mais 600 mil euros emprestados (em 2016 já tinha pedido 500 mil). Em menos de um ano os Paivenses ficaram a dever mais um milhão e cem mil euros para que Gonçalo Rocha pudesse pagar as dívidas a fornecedores que ele próprio criou. Ficou ainda a saber-se que as nossas Juntas de Freguesia e IPSS têm pagamentos com vários meses de atraso e comenta-se, alimentando suspeitas, que existem de serviços que foram alegadamente realizados sem os respetivos procedimentos orçamentais (o que, a ser verdade, é crime).

Continuam os gastos com os adjuntos do Presidente da Câmara, 70.000 euros por ano, vamos ter mais uma vereadora a meio tempo (custará ao município 2.000 euros / 400 contos por mês), continuam a ser canalizados milhões para pareceres, estudos, advogados e outros serviços, e o que realmente importa como o saneamento, as empresas de Castelo de Paiva, o emprego em Castelo de Paiva, a educação, ficou mais um ano na gaveta.

Prevejo que vai ser assim nos próximos três anos, e depois lá voltaremos a ter o ano de eleições com promessas e mais promessas. E se entretanto o Governo mudar, voltaremos a ter manifestações para a conclusão das nossas estradas e luta pela perda de serviços, caso contrário tudo caladinho não vá os amigos socialistas ficarem zangados. Tal qual assistimos recentemente em que os deputados do PS não apoiaram a construção do IC35 e os socialistas de Castelo de Paiva baixaram as orelhas e, desta vez, não pegaram nos altifalantes e tarjas para rumarem em caravana a Arouca!

Enfim é o que temos. Ano novo vida velha, até 2021!

Almiro Moreira


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