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Crónica: O direito à dignidade

A cultura em/de Portugal vive tempos de angústia dada a ligeireza quase desprezo em que são tidos todos quantos se dedicam a explorar dotes artísticos.

Soubessem os governantes o caminho a percorrer-se para se atingir estados de quase perfeição e certamente respeitariam quem busca viver nas/das artes.

Ao ver a forma como quem tutela a cultura em Portugal, está a trabalhar os apoios fico pasmo, a minha ignorância levou-me a pensar que quem governa sabe que um povo que despreza a cultura, as artes, jamais será feliz. Esta licitação no que concerne aos apoios é de todo incompreensível, esta semana ao saber do afastamento dos palcos de Marie Agnés Gillot,  Gillot que se iniciou na dança com a idade de cinco anos mesmo padecendo de escoliose dupla, entrou para o Ballet Ópera de Paris, aos nove, trabalhou, trabalhou todos os minutos, todas as horas, todos os dias, todos os anos. Usou o corpo dando-o em gestos de sublime pureza. A bailarina Marie nascida em 1975 encantou o Mundo, o Mundo encantou-se com Marie, que foi bailarina coreógrafa chegou a Étoile, porque respeitou, entendeu que a dança é muito mais que passos é um expressar de sentimentos, de todos, mesmo o do ódio. É odioso tratar-se a cultura as artes sem respeitar o direito à dignidade!

Manuel Vieira


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