A sociedade em nome do consumo, e de um ideal inatingível de perfeição, mas introjetados como essenciais. Criando assim a ditadura da beleza, da felicidade, do sucesso… Esquecendo que a vida tem repertórios próprios, além destes.
Temos momentos, vicissitudes, idiossincrasias do sujeito desejante.
A partir deste cenário que às vezes é alcançado mas impossível de manter, instala-se a “Depressão “ que é o gatilho do suicídio. O sujeito deprimido não vive para si, mas para s demanda do outro, do externo. Diante do fracasso recolhe os investimentos afetivos feitos e recolhe-se em si. Gerando frustração, desamparo, desesperança, falta de perspectiva.
A depressão é um colapso parcial ou total da autoestima. É a morte da alma, o esvaziamento da energia vital, é muito pior que tristeza!
A existência tornou-se um fardo demasiadamente grande. A pessoa não quer morrer, mas não quer mais viver assim. O sujeito volta pra si mesmo toda a violência e agressão que deseja para o mundo que lhe cobra algo que ele já não pode mais oferecer: sucesso, vitórias, fama, conquistas!
De envergonha de si mesmo.
É sabido que 90% dos casos de suicídio apresentam distúrbios psiquiátricos, 10%  apresentam psicopatologias sutis.
É inquietante portanto e ainda um mistério os motivos reais que levam o sujeito cometer suicídio.
Geralmente quem teme a vida não tem medo da morte.
Como medida preventiva o ideal é uma psicoeducação em crianças, adolescentes e jovens adultos a elaborar e ressignificar frustrações. É importante transformar desafios em crescimento e maturidade, a vida exige coragem e resiliência.
Portanto sejam por quais motivos forem, parece que o gatilho ativador da decisão suicida tem q ver com a relação direta com a perspectiva internalizada de um ideal que esbarra numa realidade impeditiva da realização .
O “ego” deve sempre ser a parte sadia e fortalecida das instâncias de nossa alma. O ego deve desenvolver competência para negociar com o Id e o Superego. Tomando as decisões mais sadias e acertadas para a manutenção da vida .
Enfim, não podemos nos abster deste evento social, formamos uma sociedade, interagimos e fazemos trocas. O quanto você afeta e o quanto você é afetado?
Precisamos desenvolver compaixão, olhar o outro e sermos empáticos.
Suicídio não é um problema isolado e do outro, é também um problema meu e seu!
Desenvolva compreensão, busque ajuda, indique ajuda. Um profissional da área pode ajudar – procure um Psicólogo e ajude a salvar uma vida, inclusiva a sua ou de quem você ama.
Roselene Espírito Santo Wagner – Psicóloga brasileira
Psicóloga Clínica/ Psicanalista/Neuropsicóloga
CRP 05/ 48913

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