O Maio de 68 marcou, porque aconteceu em tempo de pico da minha irreverência juvenil, o gosto de dizer não, eu que castrado no meu direito de ser jovem como esses jovens que estremeceram toda a França, com o slogan: é proibido proibir.

O Maio de 68 marcou-me de tal forma que me acicatou o desejo de passar a fronteira, atravessar os Pireneus e misturar-me nesse turbilhão para saciar-me de ilusão, provocar o ensandecer de desejo de aventura, de ventura.

O Maio de 68 moldou comportamentos, Paris foi farol de esperança revolucionária!

Os coletes amarelos, neste fim de 2018, associado ao desassossego trouxeram-nos uma realidade que pensava ultrapassada, hoje, e porque de Paris, se pode perguntar ao vento que passa notícias do meu País, temos a certeza que o vento não cala a desgraça e teremos, ainda, a certeza de que não há machado que corte a raiz ao pensamento.

Guterres, num dos melhores momentos enquanto primeiro ministro de Portugal um dia exclamou: “se não cuidarmos dos pobres, os pobres cuidam dos ricos”.
Manuel Vieira 

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