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Crónica: qual o poder da polícia?

Crónica de Fabiano de Abreu. O conteúdo do texto é de responsabilidade exclusiva de seus autores

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Qual a sensação ao ver uma viatura de polícia? De segurança? Ou nos sentimos como ‘bandidos’ sem nunca sequer ter roubado nada. Ou sentimo-nos fora da lei sem que de facto tenhamos burlado as leis?

Qual a sensação de ver uma viatura da polícia? De felicidade, por saber que a ordem e a integridade estará protegida, ou medo por imaginar que nossa moral será atingida? 

Será que merecemos tal tratamento, com desconfiança e sermos objeto de lucro com caça à multas, ou apenas sermos testemunhas impotentes de suas demonstrações do poder que exercem sobre nós, aquele momento em que o distintivo faz do homem fardado o “Todo Poderoso”? Não parece certo.

Um simples boa noite, bom dia, boa tarde não vai mal. E assim, retribuir com um tratamento digno do respeito que a policia merece, por arriscarem suas vidas pela sociedade (no entanto, nada que o policial já não se propusesse a fazer de forma consciente e recebesse por isso). Penso que dispor de educação é o mínimo, para se ter o prazer e a vontade de ‘andar na linha’, ao invés de contarmos aos amigos o quão arrogante foram conosco. 

Abuso de autoridade é crime e sabemos disso. O funcionário que, abusando dos poderes inerentes às suas funções, praticar o crime previsto no n.º 1 do artigo 190 e nós, cidadãos, que pagamos os impostos que pagam-lhes os salários só queremos ser respeitados. Não é pedir demais.

Precisamos da polícia para manutenção da ordem sim, mas sem excessos e abusos. Queremos que nossos filhos nos peçam fardas de fantasia com aquele antigo sonho de ser policial quando crescer, mas queremos também ter orgulho e nos sentir seguros, e poder comentar com os amigos o quão eficiente é nossa polícia. 

Fabiano de Abreu 


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