Início Crónicas Crónica: Com António Costa, as portas estariam abertas para os estrangeiros em...

Crónica: Com António Costa, as portas estariam abertas para os estrangeiros em Portugal

Crónica de Fabiano de Abreu. O texto é de responsabilidade de seus autores.

COMPARTILHAR

Diversos países na Europa estão sofrendo problemas com a entrada de imigrantes. Será que Portugal correrá esse risco com António Costa reeleito como primeiro ministro? Esta questão da imigração é um dos assuntos mais comentados do momento, devido aos acontecimentos recentes na Europa.

Minha experiência em relação à questão migratória tem a ver com a minha própria experiência de vida. Além de ter dupla nacionalidade, como cidadão português e brasileiro, fui diretor de uma ONG internacional, chamada CIM (Coalizão Internacional Migratória) com sede no Brasil e no Paraguai, reconhecida pelo Governo brasileiro, que tratava das migrações, sendo o Brasil um dos países que mais recebe imigrantes no mundo. O que percebo é que a imigração é bem vinda, quando não interfere na qualidade de vida de uma nação e em aspetos como mercado de trabalho, economia e cultura.

No Brasil, por exemplo, houve uma altura em que aconteceu uma grande imigração de haitianos, que vinham fugidos da guerra, sem formação e estudos, o que dificultava a inserção no mercado de trabalho, viviam em guetos por não terem dinheiro nem para onde ir e, por necessidade, aceitavam salários muito mais baixos que os trabalhadores brasileiros, causando alguns problemas de ordem social e económica. Esta é uma situação muito diferente da onda migratória para o Brasil no século 20 de portugueses, italianos e alemães, que se estabeleceram no país, construíram grandes indústrias, fazendas e património, a contribuir com a formação cultural e socioeconómica do país.

De igual modo, com a crise dos refugiados e sucessivas ondas migratórias, a Europa está a atravessar problemas nomeadamente de aumento de violência, assaltos e até tiroteios em diversos países como França, Suécia, Alemanha e Noruega, em especial nos bairros onde se encontram os refugiados. Nota-se que isto é uma consequência direta da imigração desenfrada, que aceita até imigrantes não documentados. O imigrante sem qualificação profissional aumenta o índice de desemprego e pobreza nos países em que se estabelece. Estive na França recentemente e vi uma situação muito complexa, em especial no sul, com problemas de ordem pública, zeladoria urbana e violência em áreas que receberam os refugiados. Estes imigrantes, refugiados do oriente médio, querem até mesmo mudar a cultura local e impor costumes muçulmanos no sul da França, a apedrejar mulheres que não usam véu nas ruas.

Portugal é um país que ainda tem o seu charme e tem sido muito visitado pelos turistas por manter a sua cultura, tradição, arquitetura e a característica do povo português. Logo, a minha preocupação em relação ao António Costa não refere-se ao seu trabalho como primeiro ministro, mas sim a algumas declarações dadas por ele, que deixam claro que o objectivo é abrir as portas para os imigrantes. Não se sabe exatamente as consequências disto e até que ponto isto pode ser bom para o país, com a vinda em massa de imigrantes de todos os tipos. Tudo precisa ser feito com ordem, a privilegiar imigrantes que sejam mão de obra qualificada e úteis para o país que se destinam, e a respeitar os limites de absorção dos mesmos nestes territórios.

Portugal precisa de mão de obra e também de resolver a questão de seu défice populacional, e isto é um facto. A última coisa que se quer é que a cultura e o povo português desapareça, e as taxas de natalidade actuais apontam para um declínio irreversível em no máximo 70 anos. Deste modo, sim, os imigrantes são necessários para nossa sobrevivência como nação, mas devemos atender a alguns critérios. Penso que a primeira opção é tentar trazer de volta para Portugal os emigrantes, que estão em França, Luxemburgo, Itália, Reino Unido e no Brasil, assim como filhos e netos de portugueses que estão espalhados pelo mundo. No entanto, muitos destes tem vidas abastadas e estabelecidas, principalmente além mar, e não estariam dispostos a voltar sem incentivos económicos. Como segunda opção, privilegiar a imigração de pessoas que vivem nas antigas colónias de Portugal, como o Brasil, que tem em comum a língua e cultura. É melhor trazer pessoas com estas características do que imigrantes que não tem ligação com a identidade cultural de Portugal.

Acredito que o Governo pode estabelecer convênios com agências de emprego nas antigas colónias, que fazem checagem de histórico dos cadastrados, para abastecer o mercado de trabalho português com estes profissionais, devidamente verificados, em ocupações que talvez a mão de obra local esteja em falta, como carpinteiros, empregadas domésticas, trolhas, etc.

Se hoje Portugal tem qualidade de vida, paz e sossego é graças a nós portugueses e nossos antepassados, que lutaram e venceram as dificuldades de outros tempos. Logo, a minha preocupação é até que ponto o primeiro ministro António Costa pode prejudicar esta qualidade de vida e as conquistas estabelecidas por nós com uma política muito aberta de imigração.

Fabiano de Abreu


  • Espaço livre para publicações de crónicas e poemas. Os textos não são editados nem alterados.
  • A responsabilidade pelo texto aqui redigido é inteiramente do autor e seu envio é registado via assinatura digital. 
  • Tens uma crónica ou um poema? Envie-nos para redacao@paivense.pt ou por mensagem em nossa página de Facebook

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.