O tempo do vento

Encostado ao pé de uma árvore morta
Apagado, como a energia que nela já não há
No equilíbrio, o brio, a gostar de pensar
A planear em minha horta
Que novos rumores vou plantar

São apenas fantasias
De um novo lugar
São diversas estrias
Para que eu possa, não parar de pensar
Em um estado de ataraxia
Minha tendência, no momento, é em silêncio ficar

O pensamento pode ser nebuloso
Quem sabe orgulhoso
Por horas sombrio
Penso em percorrer o rio
A desejar que pedras estejam no caminho
Para que não me cause desbrio

Não me interessa nem o meu nem o seu tempo
Não me interessa o tempo de ninguém
Pois do tempo, nada dele eu levo
Mas o que deixo, que ninguém leve
Que de leve eu levo o vento
Que pairou no tempo a história de alguém

Autor: Fabiano de Abreu

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