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Crónicas

Crónica: PONTE SOBRE O RIO ARDA, EM PEDORIDO

Redação Paivense
Last updated: 12 Março, 2018 14:22
Redação Paivense
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Em 1995, é constituída a empresa Águas do Douro e Paiva (AdP), uma sociedade intermunicipal com 51% e os restantes 49% foram distribuídos pelos Municípios, onde se incluía. Esta empresa tinha e tem como missão captar a água nos Rios Douro e Paiva e colocá-la nos depósitos dos municípios aderentes. O concelho de Castelo de Paiva tinha, neste projecto, e desde a primeira hora duas captações, uma no Douro para abastecer as freguesias de Pedorido (para os depósitos existentes no Olival e na Póvoa), a Raiva e parte de São Pedro do Paraíso e outra no Rio Paiva, junto à Ponte da Bateira, que iria abastecer cerca de 2/3 da população do concelho, a norte. 

A 7 de Janeiro de 1998, tomei posse com o meu Executivo para gerir os destinos do concelho de Castelo de Paiva. Logo na primeira reunião com a Administração da AdP dissemos que não queríamos cidadãos de primeira e de segunda no concelho. Pretendíamos que todo o concelho bebesse água captada no Rio Paiva. Foi um processo muito difícil que demorou alguns anos, mas ganhamos essa “luta”.

Em 2002, as AdPaiva começaram a instalar as condutas desde a ETA (Estação de Tratamento de Águas) de Bairros, até ao Couto Mineiro (mais de 26 kms). Com a instalação dessas condutas no troço em construção da Variante à EN 222, a água do Rio Paiva estava a caminho do Couto Mineiro. Chegou primeiro, naturalmente por questões geográficas à Raiva e a S.P.Paraíso e vislumbrava-se a sua chegada à freguesia de Pedorido, tudo isto em qualidade e quantidade. O atraso de dois anos na conclusão da Variante à EN 222 atrasou dois anos este processo.

Um parênteses, para referir que em 1981, o Município de Castelo de Paiva recebe da então Junta Autónoma das Estradas aquilo a que hoje chamam, a PONTE VELHA. Isto soubemos e os serviços municipais também nesta data, não se encontrava este documento nos registos municipais. A Ponte e seus acessos foram entregues sem qualquer beneficiação e a partir daquela data aquele antigo troço da estrada nacional da 222, que incluía também os seus acessos, passou para domínio municipal. A JAE desfez-se de uma ponte construída em ferro, no final do Século XIX, com todas as implicações futuras que daí adviriam.

Desde sempre a freguesia de Pedorido pedia a reabilitação da Ponte, que durante muito tempo viu passar locomotivas e as vagonetes com o carvão.Com a chegada das condutas na Variante na EN 222 vimos a possibilidade de fazer um acordo com as AdP para nos ajudar a reabilitar a Ponte.

Em Outubro de 2003, caiu um fragmento metálico da antiga Ponte, e que um ex-mineiro me fez chegar à Câmara Municipal. De imediato ordenei uma vistoria (feita pelos serviços municais e pelo GAT de Penafiel) e como responsável máximo municipal da Proteção Civil, decidi interromper o trânsito de veículos e peões, colocando sinalização adequada, como manda a legislação. Solicitei apoio ao Instituto de Estradas de Portugal no sentido de encontrar uma equipa especializada em estruturas de pontes para avaliar a situação. O edital a interditar (datado de 3 de Outubro de 2003) a ponte ao Trânsito foi publicitado, na imprensa escrita e falada e lido na Igreja. Ainda hoje está em vigor e muitos não o cumprem.

Nos contactos com as AdP, sabíamos que esta empresa tinha feito um estudo para passar as condutas pelo Rio Arda. Estamos a falar de uma conduta de 200 mm. E assim, propusemos uma parceria à empresa para reabilitarmos em conjunto a PONTE e permitiríamos que as condutas ali passassem. A empresa mostrou-se disponível para uma parceria.

Entretanto os depósitos de água existentes em Pedorido deterioraram-se e a água falha permanentemente. A água imprópria em Pedorido era uma constante como atesta um dos jornais da época. Eis que as AdP solicitam que provisoriamente se instalasse as condutas POR CIMA da Ponte e resolvia-se o problema do abastecimento em qualidade e quantidade a toda a freguesia de Pedorido. As condutas definitivas só seriam instaladas depois da reabilitação da Ponte Velha, mantendo-se vivo um equipamento de grande valor histórico, patrimonial e afectivo aos mineiros desta terra. Muitos já não se lembram e outros já se esqueceram, da péssima qualidade da água que tinham no Couto Mineiro, e a freguesia de Pedorido não era excepção, antes de 2007.

Em 2004, é feita a inspeção aquática aos pilares e ao tabuleiro da Ponte. A ponte tinha peças a cair e havia um desencontro de 18 cm do lado direito da mesma, como ainda hoje existe. Detectou-se uma corrosão generalizada do aço, o tabuleiro deslocou-se ligeiramente para o lado esquerdo. Detectaram-se fendas nos encontros. As raízes da vegetação denotam infiltrações nas juntas dos encontros, originando a entrada de água nos encontros em granito.

Tornava -se imperioso o encerramento da Ponte, ao trânsito como hoje ainda é. Em 2006, alguém retira as grades que impediam a passagem de viaturas e é feito novo anúncio público a alertar as pessoas. Em 2006, começa o debate político (em sede de várias reuniões de Câmara e na Assembleia Municipal) referente às propostas que nos chegaram e que estão refletidas em acta de executivo municipal. As duas soluções apresentadas tinham os seguintes valores, a solução para a solução pedonal eram precisos cerca de 1.250.000,00 euros, a solução rodoviária (com uma só via) e pedonal custaria cerca de 2,4 milhões de euros. Para existir uma solução rodoviária com dois sentidos obrigava à retirada total do actual tabuleiro e a colocação de um novo.

Surgiu um amplo debate público e radiofónico sobre o assunto, cheguei a vir às Assembleias de Freguesia (uma pelo menos foi extraordinária) explicar o que se passava, fez-se muito ruído sobre esta matéria. Depois, fizemos um protocolo com a empresa e levamos o mesmo a uma reunião de Câmara. Estava tudo encaminhado para a reabilitação da Ponte.

Em 2007, as AdP enviam-nos a minuta do Protocolo. Demoramos muito tempo a ultimar o protocolo final. A 31 de Outubro de 2009 cessei funções no Executivo Municipal em permanência. Transmiti este dossier ao actual Presidente da Câmara, disso relevei na primeira reunião de Câmara do executivo Municipal de 2009 a 2013, e ficou em acta. Tudo isto está documentado na Câmara Municipal, nas Águas do Douro e Paiva,SA e na empresa OMEGA que fez os estudos.

Resumindo as Aguas do Douro e Paiva e a SIMDOURO gastaram mais de meio milhão de euros a passar as condutas da água e do saneamento sobre o Rio Arda, e nós pretendíamos que as condutas passassem debaixo da Ponte Velha depois de reabilitada, e esses valores eram uma boa ajuda para a sua reabilitação. Relembro que só esta última empreitada (conduta da água) custou ou vai custar 363.504,74 euros , conforme demonstra o placard existente na obra.

Agora que finalmente foram retiradas as condutas e já não vai haver a parceria com as ÁGUAS DO DOURO E PAIVA (AdP) para reabilitar a PONTE VELHA, espero que haja bom senso nas decisões que agora se vierem a tomar e antes da mesma estar reabilitada, e que se tomem as devidas providências quanto ao trânsito pedonal e rodoviária.

 

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Fabiano de Abreu Rodrigues é um jornalista com Mestrado e Doutorado em neurociência e em psicologia pela universidade EBWU nos Estados Unidos e na Université Libre des Sciences de l'Homme de Paris. Ainda na área da neurociência, pós graduação na Universidade Faveni do Brasil e Especialização em propriedade elétricas dos neurônios e regiões cerebrais na Universidade de Harvard nos Estados Unidos. Pós Graduação em Neuropsicologia pela Cognos de Portugal, Mestre em Psicanálise pelo Instituto e Faculdade Gaio, membro da Unesco e Neuropsisanalista pela Sociedade Brasileira de Psicanálise Clínica. Especialização em Nutrição Clínica e Riscos Psicossociais pela Traininghouse de Portugal e Filosofia na Universidade de Madrid e Carlos III na Espanha. Integrante da SPN - Sociedade Portuguesa de Neurociências – 814, da SBNEC - Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento – 6028488 e da FENS - Federation of European NeuroscienceSocieties - PT30079 e membro da Mensa, sociedade de pessoas de alto QI com sede na Inglaterra.
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