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“Meio homem metade baleia”, primeiro romance de José Gardeazabal chega às livrarias

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José Gardeazabal - Foto divulgação
O escritor José Gardeazabal, autor de poesia, prosa e teatro, estreia-se este ano com o seu primeiro romance, “Meio homem metade baleia”, “uma desconstrução dos lugares confortáveis do Ocidente”, que chega às livrarias na terça-feira.

Pseudónimo literário de José Tavares, José Gardaezabal viu o seu primeiro livro, um volume de poesia editado em 2015, vencer o Prémio Imprensa Nacional Casa da Moeda/Vasco Graça Moura.

No ano seguinte publicou “Dicionário de ideias feitas em literatura”, uma coletânea de prosa curta, e, em 2017, lançou-se na dramaturgia com a publicação de três peças de teatro a que chamou “Trilogia do olhar”.

“Meio homem metade baleia”, editado pela Companhia das Letras, é o seu primeiro romance e passa-se num mundo em que a desumanização parece irreversível, com um muro a dividir os homens.

Jonas e a sua filha Aliss são conduzidos ao longo do imenso muro por um homem chamado Servantes, com a missão de levar água, e talvez eletricidade, aos menos favorecidos.

Funcionário de uma organização internacional, Jonas debate-se com o ritmo hesitante da missão: O longo muro, o clima e a distância alimentam dúvidas sobre o significado de civilização, mas Jonas vai avançando, confortado pela pequena coragem das rotinas repetidas.

Entretanto, a filha torna-se mulher, devagar e tumultuosamente, mas aos desamparados continua a não ter chegado a água.

Professor e investigador, José Gardaezabal, irmão do também escritor Gonçalo M. Tavares, nasceu em Lisboa, onde vive atualmente, depois de ter estudado e trabalhado em Luanda, Aveiro, Boston e Los Angeles.

Sobre o seu primeiro livro, José Tolentino Mendonça, poeta e júri do prémio, disse tratar-se de “uma poética que arrisca alimentar e transcender o esquema das oposições, num exercício invulgar, notável e vertiginoso, que conduz a literatura para um lugar novo”.

Sobre o romance de estreia, a editora afirma ser “uma narrativa notável que convida a uma poderosa e necessária reflexão”.


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