Início Castelo de Paiva 20 Anos Depois: ADEP acolhe exposição fotográfica de Pereira Lopes que retrata...

20 Anos Depois: ADEP acolhe exposição fotográfica de Pereira Lopes que retrata os mineiros do Pejão

"20 Anos Depois" é o título da exposição e também do livro com fotografias de Pereira Lopes, que apresenta imagens das Minas do Pejão e dos mineiros 20 anos após o encerramento dos trabalhos de extração de carvão em Castelo de Paiva.

COMPARTILHAR
Foto: João Teixeira / ADEP

Este domingo, 12 de janeiro, a ADEP (Associação de estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva), situada no Parque das Tílias, freguesia de Sobrado e Bairros, acolheu em seu salão a abertura da exposição de fotografias de Pereira Lopes.

Foto: João Teixeira / ADEP

O evento teve abertura pelas 11h, com a presença do autor e do presidente da ADEP, Martinho Rocha, que se seguiu de pequena tertúlia e almoço volante com as pessoas envolvidas em projectos ligados ao património material e imaterial das Minas do Pejão em que participa a ADEP.

Foto: João Teixeira / ADEP

A exposição e o trabalho de Pereira Lopes representam um importante legado cultural e histórico para o concelho de Castelo de Paiva e seus habitantes.

O autor Pereira Lopes e o presidente da ADEP, Martinho Rocha, durante a exposição – Foto: João Teixeira / ADEP

Com o tema “20 anos depois”, que dá nome ao livro coletânea de imagens registadas no Couto Mineiro do Pejão, a exposição revela ao grande público imagens de mineiros e pessoas envolvidas com a extração do carvão em terras paivenses 20 anos depois do encerramento das minas em 1994.

História do Couto Mineiro

Formado por várias explorações de carvão das quais se destacam as do Pejão, Fojo e Germunde, o Couto Mineiro teve o início da sua atividade em 1859.

Foto: João Teixeira / ADEP

Geridas pela Empresa Carbonífera do Douro (ECD), estas explorações estavam integradas na bacia carbonífera do Douro, com rochas da idade Paleozoica do período do Carbónico. Da sua história, destaca-se o período a partir de 1933 com a chegada do belga Jean Tyssen que, com um elevado investimento, aumenta a produção das minas de uma forma impressionante, atingindo em 1957, as 350 000 toneladas de carvão extraído.

Foto: João Teixeira / ADEP

Devido ao êxito da extração das minas do Pejão naquela altura, com os recursos provenientes das mesmas, foram aplicadas importantes políticas sociais, com investimentos na saúde, desporto, cultura, bem como na melhoria das condições de trabalho. Em 1994 as minas são oficialmente encerradas e, no mesmo ano, é inaugurada a estátua de homenagem ao mineiro, em Germunde.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

14 − five =

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.