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Home - Cultura - Quinta do Sobrado de Cima (Louredo) e Casa da Torre (Sobrosa) acolhem peça O que ficou

Cultura

Quinta do Sobrado de Cima (Louredo) e Casa da Torre (Sobrosa) acolhem peça O que ficou

Last updated: 24 Setembro, 2021 15:02
Raphael Lucca
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O projeto Mappa 21 está a entrar no chamado rodapé de programação. Ao longo de quatro meses o desafio foi proporcionar a animação e a fruição cultural de acesso livre à população de diferentes lugares e freguesias do concelho de Paredes. Assim, nada melhor do que uma peça de teatro para fazer cair o pano desta edição do ‘Mappa’. O trabalho cénico-dramatúrgico denomina-se “O que ficou” e será levado à cena nos próximos dias 25 de setembro, sábado, na Quinta do Sobrado de Cima, em Louredo, bem como no dia 8 de outubro, sexta-feira, na Casa da Torre, em Sobrosa. Ambas as apresentações decorrem às 21h30.

“O que ficou” é uma peça tributária da escrita de Pedro Fiúza, uma dramaturgia cujo mote temático versa em síntese a ideia de que “Durante a nossa vida vamos deixando coisas para trás. Mas o que deixamos para trás nunca fica absolutamente eliminado do nosso caminho.” E a reforçar este conceito, pode acrescentar-se: “Há coisas que ficam resolvidas e há outras que se transformam em fantasmas. O que ficou é um fantasma de pessoas, de lugares e de caminhos.”

Na essência, “O que ficou” é um exercício teatral que propõe uma reflexão sobre a questão da memória e da comunicação. O público entra na circularidade própria de um espectáculo-percurso e assiste à interpretação de 4 monólogos por parte dos atores, que no caso representam o filho, a mãe, o pai e a rapariga. E se o número das versões é igual ao das personagens, a realidade nelas descrita é bem distinta: o real, neste caso o passado vivido por cada um deles no mesmo local e nas mesmas circunstâncias (até um certo ponto) parece não coincidir de todo. A partir daqui, ‘o protagonista’ passa a ser o próprio espetador que faz o seu próprio mapa mental dos acontecimentos.

No que se refere à ficha artística e técnica, a produção pertence à companhia Astro Fingido e a direção artística está a cargo de Ângela Marques e Fernando Moreira, este último elemento é também o responsável pela encenação. Integram o elenco Ângela Marques, Emílio Gomes, Odin Estevam e Sónia Varandas. A música criada para o efeito tem a assinatura de Ricardo Fráguas. O coro de canções à capela reúne as vozes de Alice Vieira, Cátia Soares e Mariana Costa. O Teatro Art’Imagem está incumbido da direcção técnica do espetáculo. O Mappa 21, enquanto projecto de parceria que associa a Câmara Municipal de Paredes e a companhia Astro Fingido, sai de cena, espera-se que apenas por uns meses: os responsáveis vão também eles, tal como o título da peça sugere, analisar “O que ficou” de todo este trabalho conjunto e quiçá terão novidades para anunciar em breve.

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