Logo paivense
Logo paivense

Dermatologista brasileiro, Fábio Gontijo, revela um dos grandes aliados nos cuidados com a pele

 À primeira vista, o nome pode parecer estranho, pode embolar a língua quando mencionado, ou parecer nome de remédio. Mas a verdade é que cada vez mais as pessoas têm buscado o ácido tranexâmico como um aliado para cuidar da pele. Sua aplicação, feita de maneira correta, é bom lembrar, ajuda a eliminar as manchas na pele. Apesar de já ser usado há muitos anos para essa finalidade, somente recentemente o grande público conheceu sua eficácia, conforme explica o dermatologista Fábio Gontijo.

“O ácido tranexâmico já é utilizado desde 1979, e o seu uso ‘explodiu’ nesta última década. A ação dele é diferente dos clareadores convencionais, uma vez que atua inibindo a formação de agentes que estimulam a produção da melanina na pele”, detalha o dermatologista. Ele lembra que as manchas na tela podem ser causadas pela ação do sol, ou por acne ou melasma.

De forma prática, o ácido atua na pele da seguinte maneira: ele reduz a atividade da tirosinase, uma enzima-chave da síntese de melanina, assim como inibe a conversão do plasminogênio em plasmina, uma substância que é liberada sempre que a pele sofre uma agressão, como exposição solar, inflamação da acne ou um machucado. Ainda, o tratamento tem função clareadora, eliminando manchas e marcas na pele.

O ácido, explica Fábio, pode ser usado de forma tópica, em dermocosméticos, oral ou injetável: “Ele pode ser usado em formulações para uso domiciliar, ou injetado na pele em um consultório, através da Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP), ou ingerido em forma de cápsulas, sob orientação médica”, salienta o dermatologista.

Segundo o médico, “os resultados são uma pele mais clara e com o tom uniforme. Pode ser usado tanto para manchas solares quanto para o melasma”, reforça. Além disso, “pode ser usado também para clarear olheiras”, completa.

Mas é bom ficar atento: Caso o ácido seja injetado na pele, o médico lembra que “o paciente deverá evitar a exposição solar após o procedimento e fazer uso de agentes hidratantes e cicatrizantes receitados pelo dermatologista”. Já uma vantagem do ácido tranexâmico é que, além de seus efeitos na pele, a substância, quando injetável, não exige preparação prévia. Se usado de forma oral, alguns exames são necessários para checar a coagulação.

Fábio Gontijo lembra que o produto “não pode não ser utilizado em pacientes com predisposição à trombose”. E antes de usar o produto, é fundamental consultar um médico dermatologista para fazer o tratamento correto.