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Uma nova investigação conduzida por investigadores da Alemanha e de Itália sugere que o novo coronavírus (covid-19) pode infetar de forma particular os pulmões de futebolistas e, em geral, atletas de alta competição.

De acordo com o novo estudo, disponível para pré-visualização e carecendo ainda de revisão de pares, aponta um risco particular para estes profissionais.

A equipa, formada por médicos especialistas e imunologistas, sustenta que a atividade física intensa a que estes atletas estão habituados aumenta o risco de inalar partículas do patogénico e de levá-las rapidamente até aos pulmões.

A Reuters, que avança com a divulgação do estudo, recorda que o novo coronavírus oriundo da China pode causar danos graves nos pulmões, podendo mesmo, em alguns casos, provocar pneumonias ou síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA).

“Os atletas profissionais estão particularmente expostos [à covid-19] devido à prática frequente de exercícios extremos e duradouros”, escreveram os autores da publicação Paolo Matricardi, Roberto Dal Negro e Roberto Nisini.

O exercício continuado e em nível profissional favorece significativamente a inalação de partículas a agentes infecciosos – como o SARS-CoV-2 – facilitando, consequentemente, a propagação do vírus para as áreas mais profundas dos pulmões.

“Mesmo o SARS-CoV-2 pode espalhar-se mais facilmente para as áreas mais profundas dos pulmões durante exercícios extenuantes, e é aí que começa sua ação agressiva”.

Os cientistas notam que “não é por acaso” que alguns futebolistas profissionais relataram terem tido febre, tosse seca e desconforto logo após o último jogo oficial.

Assintomáticos podem agravar condição

A equipa refere ainda que os atletas infetados mas sem sintomas, os doentes assintomáticos, podem agravar a sua condição de saúde ao “permitirem” que o vírus se mova das vias aéreas superiores para as inferiores.

Isto é, atletas assintomáticos podem exalar ou eliminar partículas que podem conter o vírus e depois voltar a inala-las, prejudicando a sua saúde. “Estas gotículas ou aerossóis podem ser inalados novamente e facilitar a propagação do vírus das vias aéreas superiores às inferiores”, pode ler-se ainda no documento.

Os investigadores italianos e alemães dizem ainda que o risco de contágio é maior durante a competição ou nos treinos. As partículas que contêm o vírus, sustentam, têm grande probabilidade de atingirem outros atletas durante a prática desportiva, a menos que as regras de distanciamento social sejam escrupulosamente cumpridas.

No caso do futebol, esta situação pode ser difícil de conseguir, uma vez que a prática deste desporto implica muitas vezes o contacto físico com o adversário.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 217 mil mortos e infetou mais de 3,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Perto de 860 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China

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