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Dia 29 de Setembro, dia do coração: Como a ansiedade e o stress afetam o coração

Dia 29 de Setembro, dia do coração: Como a ansiedade e o stress afetam o coração

Uma pesquisa recente da Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) no Brasil, mostrou que os casos de estresse e ansiedade aumentaram em 80% com o distanciamento social. Ambos fatores podem ser responsáveis por doenças cardiovasculares, uma classe de doenças que afetam o coração ou vasos sanguíneos como doenças arteriais coronárias, a angina de peito, AVC, ataque cardíaco, entre outras.

A ansiedade faz parte do instinto de sobrevivência humano, entrando em ação quando há pendências de resolver um ou mais problemas, é a fuga do perigo ou qualquer situação que precise de uma ação rápida de resposta.

O estresse está vinculado à ansiedade e se confunde com ela, mas a diferença é que o estresse, como uma reação, vem quando as situações demandam mais energia e/ou não conseguimos lidar da maneira e/ou tempo esperado. Quando nosso organismo se sobrecarrega de tensão, essa pressão causa o estresse.

Ambas as situações alteram nosso organismo e, em resposta, nossos mensageiros químicos que controlam o humor, bem-estar, sono, memória, medo, aprendizado, frequência cardíaca, felicidade, etc, alteram trazendo reações químicas e fisiológicas. Toda essa “pressão” da ansiedade e do estresse, prejudica o coração. Essa situação acontece porque os neurotransmissores, que são mensageiros químicos no cérebro, sofrem um desequilíbrio quando sofremos de ansiedade potencializada e/ou contínua assim como o estresse.

A produção de adrenalina e a noradrenalina, produzidas também nas glândulas suprarrenais como hormônio, aumentam quando estamos ansiosos ou estressados aumentando os batimentos cardíacos e a pressão arterial podendo levar ao ataque cardíaco. Já o cortisol, hormônio regulador do estresse produzido nas glândulas suprarrenais, pode causar a morte em pessoas que já tenham doenças cardiovasculares. Os níveis elevados de cortisol na corrente sanguínea gera aumento da frequência cardíaca e do nível de açúcar no sangue, diminui a produção de insulina e constrição dos vasos sanguíneos.

A amígdala, região do cérebro buscada quando estamos ansiosos e estressados já que é onde se localizam as memórias de medos, traumas e instintos, é responsável por informar à medula óssea quando ela deve produzir mais leucócitos (glóbulos brancos), para dar ao corpo meios de combater as infecções causadas pela ansiedade ou estresse. É uma resposta inata a uma situação de insegurança como mecanismo de sobrevivência e as mesmas respostas inatas são desencadeadas por problemas emocionais como a ansiedade e o estresse. Este processo coloca a amígdala sob pressão constante para encomendar a criação de glóbulos brancos que pode levar as artérias a desenvolver inflamações acarretando em problemas cardiovasculares que afetam o coração.

A relação entre a ansiedade e problemas no coração como ataque cardíaco, por exemplo, vai desde sintomas similares que confundem e amedrontam a sintomas que são determinados por doenças no coração relacionadas com a ansiedade.

Alguns sintomas da ansiedade são caracterizados por medo, angústia, sensação de perigo e sinais físicos semelhantes aos de doenças cardíacas como taquicardia, sudorese, aperto e dor no peito e palpitações. Há até o AC – Ansiedade cardíaca, que trata-se do medo/receio de estímulos e sensações relacionadas a sintomas e manifestações cardíacas que são negativas e/ou perigosas ao paciente.

A maioria dos relatos de dor no peito nos hospitais estão relacionados a esses sintomas que se parecem com sintomas de problemas cardíacos, inclusive, não é raro comportamentos hipocondríacos que geram diagnósticos desnecessários.

Diferença entre os sintomas de ataque cardíaco e ansiedade O ataque cardíaco ocorre quando uma ou mais artérias que irrigam o coração entopem e o órgão não recebe o sangue e oxigênio que necessita, causando uma isquemia que resulta na morte das células da área afetada.

Os sintomas de um ataque cardíaco são:dor no peito, geralmente opressiva e mais aguda, que pode irradiar para a nuca, queixo, ombros ou para os membros superiores;dores no braço tonturas e vertigens; dores na região do estômago;sensação de desmaio ou desmaio;transpiração intensa e repentina;inquietação;fraqueza;náuseas e perda de apetite;falta de ar;dormência e formigamento;sensação de morte iminente;palpitações;desorientação.

Os transtornos de ansiedade podem ser divididos em transtorno de ansiedade generalizada, síndrome, ataques de pânico e fobias específicas.Os sintomas na ansiedade são:dor no peito e taquicardia;respiração ofegante ou falta de ar;sensação de engasgo;aumento ou perda de peso; queda de cabelo; medo de morrer, perder o controle ou enlouquecer;agitação;fadiga;náuseas e vertigens;tensão muscular;dormência e formigamento, principalmente nas mãos e pés;palpitações;sudorese;tremores no corpo;

Como podem ver, os sintomas são semelhantes então, é importante que o indivíduo promova comportamentos e hábitos que possam aliviar a ansiedade para descartar a possibilidade de um ataque cardíaco. Não necessariamente uma pessoa que está sofrendo de uma ansiedade severa sente todos os sintomas podendo apresentar apenas alguns dos sintomas, assim como é o caso de quem está sofrendo um ataque cardíaco.

Geralmente as pessoas que já sofreram ataque cardíaco descrevem a dor como opressiva. Em todo caso, é necessário sempre manter os hábitos saudáveis e se há preocupação referente aos sintomas, procure um hospital imediatamente.

Como controlar a ansiedade e o estresseComo sempre digo, doenças da ansiedade se resolvem voltando ao passado. Todo o problema é ocasionado pois a ansiedade não está sendo utilizada como a centenas de anos atrás, como está definida em nosso código genético para a evolução. Tivemos uma mudança abrupta em nossa evolução devido à tecnologia e hoje usamos a ansiedade para ter que resolver muitas pequenas metas todo o tempo.

Desde resolver problemas do trabalho a ter que postar aquela foto no Instagram que esqueceu de postar. Estamos viciados em dopamina, hormônio da recompensa, pois este é um hormônio viciante já que queremos a satisfação a todo instante. Um usuário de drogas por exemplo, sofre ao deixar as drogas pois elas aumentam a produção de dopamina. A cada like na foto postada, a cada conquista por menor que seja no trabalho, no relacionamento, no jogo, aonde for, estamos liberando dopamina e quando mais a liberamos, mais queremos e é a ansiedade a pulsão para a busca dessas conquistas. Nosso cérebro é o mesmo de há milhares de anos atrás, num cenário diferente, tente adotar costumes antepassados que verá que a vida vai melhorar.

Dormir 8 horas por dia, à noite e não de madrugada pois produzimos melatonina para dormir à noite e a serotonina para o dia. Faça exercício físico pois no passado distante andávamos 30 km por dia. Se alimente com um prato bem colorido e não esqueça do peixe e dos frutos secos. Mantenha a mente ocupada com a leitura e absorva conhecimento para saber melhor o que fazer e não cair no poço das incertezas. Mergulhe em uma atmosfera de conexões positivas largando um pouco os debates que não levam a lugar algum na mídia social. Leia as notícias de dia para não ativar a ansiedade à noite. Poderia descrever folhas e folhas de dicas mas recomendo que use um pouco do tempo para pesquisar bons sites de saúde e aproveitar o que a internet tem de melhor, informação gratuita.

Referência: https://www.uerj.br/noticia/11028/Formações Neurofilósofo Fabiano de Abreu – neurocientista, neuropsicólogo, neuropsicanalista, neuroplasticista, psicanalista, psicopedagogo, jornalista, filósofo, nutricionista clínico, empresário e membro da Mensa, associação de pessoas mais inteligentes do mundo com sede na Inglaterra.

Especialista em estudos da mente humana e pesquisador no CPAH – Centro de Pesquisas e Análises Heráclito.

Registro e currículo como pesquisador: http://lattes.cnpq.br/1428461891222558\